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Reduz abate indiscriminado da fauna e flora

Cláudia Muhatili | Menongue

O chefe de departamento provincial do Ambiente do Cuando Cubango, Júlio Bravo, disse quarta-feira que a sua instituição está a registar uma diminuição significativa de abate indiscriminado da fauna e da flora, fruto dos reforços dos fiscais ambientais, que estão a fazer um combate cerrado a esta prática na região.

A população local é aconselhada a evitar o abate anárquico de árvores e a caça furtiva
Fotografia: Paulo Mulaza

Júlio Bravo disse ao Jornal de Angola que a Direcção Provincial do Cuando Cubango do Ambiente espalhou postos de fiscalização em todas as estradas que dão acesso à capital da província, nomeadamente no troço Menongue-Bié-Huambo, Menongue-Cuchi-Lubango, Menongue-Cuito Cuanavale-Mavinga-Rivungo e Menongue-Catuitui-Cuangar-Calai-Dirico.
"Os fiscais ambientais têm dado combate cerrado aos caçadores furtivos, sobretudo zambianos e namibianos, nos parques nacionais de Luiana e Mavinga", disse Júlio Bravo, acrescentando que independentemente de responsabilizar os infractores, os fiscais ambientais têm sensibilizado a população para evitar o abate indiscriminado de animais e árvores.
"Actualmente temos apenas alguns casos isolados de abate de animais, devido às denúncias da população, que está mais esclarecida sobre o perigo da destruição da fauna e da flora", frisou.
Júlio Bravo afirmou que até os caçadores furtivos já deram conta de que agora existem pessoas especializadas com a responsabilidade de fiscalizar e proteger a fauna e a flora na Província do Cuando Cubango, anteriormente seu terreno favorito, tendo em vista que se registava uma escassez de fiscais ambientais. Júlio Bravo disse que as actividades nos postos de fiscalização consistem na vistoria e sensibilização dos caçadores e automobilistas, que directa ou indirectamente têm sido cúmplices no transporte e comercialização de produtos florestais e faunísticos.
"Muitos caçadores que outrora enveredavam pela caça furtiva por inocência, fruto do trabalho de sensibilização que temos feito e da colaboração da população, estão agora empenhados na comercialização da carne bovina, caprina e suína".

Formação de fiscais


Júlio Bravo fez saber que  a sua instituição controla 151 fiscais ambientais, dos quais 40 no parque de Luiana, 32 em Mavinga e os restantes  virados para os trabalhos de rotina em Menongue e outras localidades da província, número ainda irrisório para acudir à procura, visto que o Cuando Cubango tem uma extensão territorial de cerca de 200 mil quilómetros quadrados.
O responsável do Ambiente sublinhou que de Janeiro até hoje, a Direcção Provincial do Ambiente registou quatros casos de caça furtiva no parque de Luiana, com uma notificação de abate de dois elefantes, e igual número em Mavinga. Acrescentou ainda que em 2013 registaram-se 72 casos de caça furtiva.
Júlio Bravo anunciou que está prevista a construção da escola nacional de formação de fiscais ambientais na comuna de Missombo, a 15 quilómetros da cidade de Menongue, uma infra-estrutura que vai permitir formar um número elevado de técnicos para o combate cerrado à caça furtiva no país.

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