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Reforçadas medidas de protecção à criança

Carlos Paulino | Menongue

O Instituto Nacional da Criança (INAC), no Cuando Cubango, está a reforçar as acções de combate à fuga à paternidade nas comunidades, através de campanhas de sensibilização de pais, principalmente entre militares.

Os pais e encarregados de educação devem prestar uma melhor atenção às crianças para que possam crescer de forma saudável
Fotografia: Domingos Cadência

A chefe do serviço provincial do INAC, Aida Rosalina Manuel, que falava na quinta-feira, na localidade do Soba Matias, a cerca de 60 quilómetros da cidade de Menongue, disse que a estratégia vai ser aplicada pelo facto de os casos de fuga à paternidade estarem a registar um aumento.
Durante a abertura do acto provincial da “Semana de Reflexão Sobre Protecção da Criança contra a Violência”, que decorreu na unidade da 50.ª Brigada das Forças Armadas Angolanas (FAA), Aida Manuel disse que muitos casos envolvem militares e polícias, dai a especial atenção para este grupo de pais.
Além das notificações de fuga à paternidade, Aida Manuel disse que há um elevado número de casos de falta de prestação de alimento às crianças.
Por este facto, Aida Manuel defende a contínua dinamização e divulgação de todos os instrumentos jurídicos que têm a ver com a protecção da criança, sobretudo os  “11 compromissos” nas unidades militares, para reduzir significativamente o número de casos de violência contra os menores. Aida Manuel disse ser necessário haver mais denúncias de casos de violência contra os menores, que, em muitos casos, são abafadas nas comunidades. “Cada um deve fazer a sua parte, para o cumprimento ou implementação dos direitos da criança, com vista a contribuir para um desenvolvimento integral dos pequenos”, disse.
O vice-governador provincial do Cuando Cubango para os Serviços Técnicos e Infra-Estruturas, Gabriel Gastão, apelou os pais e encarregados de educação a prestarem uma melhor atenção às crianças em todas as vertentes, para que elas possam crescer de forma saudável e com um futuro risonho.“É preciso que os pais garantam a formação, prestação de alimento, vestuário e assistência médica aos pequenos, para não estarem diante de uma violação dos direitos dos pequenos”, disse Gabriel Gastão.
Aida Manuel disse  que muitos menores, quando enfrentam problemas no seio familiar, partem para a  as ruas, onde desenvolvem práticas  negativas à sociedade, como o uso excessivo de bebidas alcoólicas e outras drogas, bem como a delinquência e prostituição. Os pais e encarregados de educação devem ficar atentos com os comportamentos que as crianças vão revelando, para evitar que ela esteja vulnerável aos desvios sociais,  aconselhou Aida Manuel, que chamou  a atenção dos casais para evitarem brigas e dialogarem, sublinhando que “quem sofre com os conflitos são sempre os filhos, principalmente quando houver separação”.

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