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Registados menos óbitos na província

Weza Pascoal | Menongue

A província do Cuando Cubango registou 66 óbitos por malária, durante o primeiro trimestre deste ano, o que representa uma diminuição significativa de casos de morte, revelou ontem, em Menongue, o oficial provincial do programa de combate à doença.

Embora a província tenha registado muitos doentes as autoridades sanitárias evitaram a morte de milhares de munícipes na região
Fotografia: JAImagens

William Mandawele salientou que nos primeiros três meses do ano transacto foram registados 115 óbitos, em 24.972 doentes afectados pela malária, enquanto no primeiro trimestre de 2016 foram atingidas 23.948 pessoas.
Apesar dos números baixos este ano, o oficial provincial disse que o estado da doença continua a ser preocupante, apontando as crianças dos zero aos 15 anos como as principais vítimas do paludismo.
A nível da província ainda se registam altas taxas de mortalidade por malária, devido à falta de educação sanitária no seio das comunidades, como acabar com as águas estagnadas, défice do saneamento básico, existência de muito capim ao redor das casas e o não uso de mosquiteiros impregnados com insecticida. William Mandawele lamentou ainda o facto da crise económica estar a pôr em risco as conquistas alcançadas pelo Programa de Combate à Malária no Cuando Cubango, uma vez que muitas pessoas não conseguem adquirir os mosquiteiros. A par disso, o responsável salientou igualmente que já não são feitas com regularidade pulverizações nas zonas de reprodução dos mosquitos, porque os especialistas cubanos que operavam os carros de fumigação regressaram ao país de origem.
O oficial realçou a adopção de outras estratégias para o combate à epidemia com ideias inovadoras, sendo a responsabilização das famílias uma delas, razão pela qual o lema adoptado, para este ano, pelo programa de combate à malária na região é “Informação, Educação e Comunicação Porta-a-Porta”. “Todas as estratégias que o programa de combate à malária está a adoptar não vão ter sucesso sem a participação activa das famílias, porque são elas as responsáveis pela limpeza das suas casas e dos seus bairros”, disse, para acrescentar que o saneamento básico deve ser incorporado na cultura diária das pessoas.
Graças ao trabalho desenvolvido pelo pessoal da Saúde, de Janeiro a Março do corrente ano, a nível da província não foram registadas mortes por malária de mulheres gestantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as famílias devem levar o doente ao posto de saúde mais próximo ao mínimo sinal de febre, dores de cabeça e do corpo, mas verifica-se que os tutores de crianças e os adultos só levam os doentes quando já estão em fase avançada da doença.
O oficial provincial referiu que, durante todo o ano passado, o programa registou a nível da província do Cuando Cubango um total de 55.486 casos de malária, dos quais 203 resultaram em mortes e, em 2014, notificou 164.275 casos, com 260 óbitos.

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