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Sarampo provoca dezenas de mortes

Weza Pascoal| Menongue

A província do Kuando-Kubango registou 42 mortes por sarampo, em crianças menores de cinco anos, entre os meses de Janeiro e Outubro, informou na terça-feira, em Menongue, o director local da Saúde.

Pais são aconselhados a levar os filhos à vacinação para se evitar a propagação da doença
Fotografia: Jornal de Angola

Fernando Cassanga referiu que as autoridades sanitárias da província estão muito preocupadas com as 692 notificações de sarampo, por significar um aumento de casos no referido período.
O director da Saúde apontou a falta de adesão da população às campanhas de vacinação contra o sarampo, como as principais causas que estiveram na origem de aumento dos casos.
Fernando Cassanga lamentou o facto de muitos pais continuarem a levar os filhos a tratamentos tradicionais, quando se detecta o sarampo, em vez de irem imediatamente às unidades sanitárias em busca de assistência especializada.
“Esta é uma situação que também tem originado muitas mortes de menores, por isso apelamos às mães para procurarem os hospitais rapidamente e não esperarem que a situação se agrave para o fazerem”, referiu o responsável sanitário.
Para alterar este quadro, que considerou preocupante, a direcção provincial está a realizar uma série de palestras e campanhas de sensibilização nas comunidades, escolas e igrejas, nas quais é explicada a necessidade dos filhos serem vacinados regularmente.
Neste momento, os responsáveis provinciais procuram estratégias para munir as autoridades tradicionais de ferramentas que lhes possibilitem transmitir informações sobre a doença à população das comunidades rurais, onde se detectam muitos casos de sarampo. Fernando Cassanga explicou que o sarampo é uma doença viral altamente infecciosa e é mais comum nas crianças dos zero aos cinco anos, que se manifesta inicialmente com uma constipação comum da gripe, febre alta, olhos vermelhos e ralos e um prurido característico.
O director provincial da Saúde acrescentou que o sarampo é prevenível através da vacinação e pediu às mães para levarem sempre os filhos às campanhas contra a doença, no sentido de se evitar a sua propagação e, consequentemente, a morte de mais crianças.

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