Províncias

Savate clama por infra-estruturas

Alzira da Silva| Menongue

A comuna do Savate, município do Kuangar, província do Kuando-Kubango, precisa urgentemente de infra-estruturas escolares, sanitárias, comerciais e bens de primeira necessidade para minimizar as carências que a população enfrenta.

São necessárias mais escolas para inserir todas as crianças no sistema de ensino
Fotografia: Nicolau Vasco

A comuna do Savate, município do Kuangar, província do Kuando-Kubango, precisa urgentemente de infra-estruturas escolares, sanitárias, comerciais e bens de primeira necessidade para minimizar as carências que a população enfrenta.
O administrador da referida comuna, José Cambuandi, disse que a localidade vive essencialmente da pastorícia, da agricultura e possui apenas uma escola e um posto de saúde. Estes dois últimos serviços não suportam os mais de 12 mil habitantes da localidade.
Apontado, nos tempos idos, como um dos principais celeiros do Kuando-Kubango no cultivo de milho, massambala e massango, a comuna não teve um ano agrícola muito bom para vários camponeses. Por causa das fortes chuvas, que têm impedido que parte considerável das culturas se desenvolva, advinha-se uma fraca colheita, neste ano. O vice-governador para os Serviços Técnicos, Simão Baptista, que visitou a comuna para se inteirar destas e outras dificuldades, assegurou que parte dos problemas poderão ter solução imediata junto da Comissão Provincial de Protecção Civil. “Os casos relacionados com a falta de médicos, postos de saúde e escolas serão levados ao conselho da província para uma intervenção urgente”, disse.
Aquele responsável disse ainda que, nos próximos dias, uma equipa multi-sectorial vai ser enviada ao Savate para fazer um diagnóstico mais pormenorizado da situação e, a partir daí, se estudarem estratégias que vão ajudar a atenuar as carências da população. O responsável comunal da Educação, José Joel, disse que 2.219 alunos foram matriculados para este ano lectivo. Os mesmos vão frequentar o primeiro nível e a 5ª classe. Para concretizar este objectivo, 43 professores distribuídos nas diversas aldeias da comuna vão assegurar as aulas para os alunos matriculados.Mas, por falta de salas de aulas, sobretudo para a iniciação, muitas crianças ainda continuam a estudar debaixo de árvores, nas capelas e em casas feitas à base de capim e troncos.

Malária afecta centenas

Tal como na educação, o sector da Saúde vive igualmente graves problemas. Na comuna, existe apenas um posto de saúde, com uma sala de internamento e outra para consultas, e um microscópio.
Trabalham no referido estabelecimento seis enfermeiros, chefiados por Vasco Ngongolo. Este avançou que os casos de paludismo, diarreias, anemias, pneumonia, varicelas, sarnas e de infecções urinárias são os mais frequentes. Diariamente, segundo o responsável, o posto chega a atender perto de 25 pacientes.
No ano passado, foram consultados ali 1.560 doentes padecendo de malária, enfermidade que causou três mortes.

Tempo

Multimédia