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Serviços de veterinária sem dados reais de casos

Lourenço Bule | Menongue

As autoridades provinciais do Cuando Cubango estão preocupadas com a falta de dados reais sobre os casos de mordeduras por animais vadios e da propagação da raiva, disse ontem, em Menongue, o director local dos Serviços Veterinários.

Sem vacina os cães podem pôr a vida em perigo
Fotografia: Domingos Cadência

João Chamba sublinhou que um dos factores que tem dificultado o controlo de casos de mordedura por animais vadios e a ramificação da raiva na região está relacionado com a falta de entrosamento entre os serviços provinciais de Veterinária e de Saúde.
O responsável, que falava durante uma palestra dirigida aos estudantes do Instituto Médio Agrário do Missombo sobre o Dia Mundial da Raiva, assinalado segunda-feira, sublinhou que as pessoas não procuram os serviços de Veterinária quando são mordidas por animais vadios, mas vão aos postos e centros médicos. “Estes serviços, por sua vez, não reportam os casos aos órgãos de direito”, lamentou.
O director dos Serviços Veterinários salientou que os técnicos do sector são, muitas vezes, obrigados a recorrer às unidades hospitalares da província em busca de dados sobre a raiva e mordeduras de animais vadios. João Chamba realçou que a situação da raiva a nível do Cuando Cubango é  preocupante, visto que há muitos animais vadios a circularem pelas cidades e não existe um canil-gatil para recolher os animais e mitigar os perigos que a doença pode causar.
“Além do elevado número de vítimas e danos sociais, a raiva também provoca elevadas consequências económicas e financeiras para as famílias afectadas e para os cofres do Estado”, salientou o director dos Serviços de Veterinária.
João Chamba avança ainda que a vacina contra a raiva é uma medida eficaz, vantajosa e económica para a prevenção da doença, melhor que o tratamento da pessoa mordida por um animal infectado. “Mais vale prevenir que tratar o doente”.

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