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Sindicato defende diálogo

Carlos Paulino | Menongue

O secretário-geral da UNTA-Confederação Sindical (UNTA-CS),  na província do Cuando Cubango,  reafirmou ontem, em Menongue, a disposição de continuar a trabalhar e manter o diálogo permanente com as entidades empregadoras para que os direitos dos trabalhadores sejam salvaguardados.

Construção civil é mais vulnerável
Fotografia: João Gomes

Manuel Samba, que falava durante a quarta conferência ordinária da organização, que o conduziu para mais um mandato de cinco anos, sublinhou que a principal dificuldade prende-se com o aumento do salário mínimo nacional, que até agora não corresponde ao poder de compra dos trabalhadores.
Manuel Samba disse que as empresas privadas, sobretudo as dos ramos da construção civil e  hotelaria, são as que mais registam litígios ou violam os direitos dos trabalhadores.  Na província do Cuando Cubango, a UNTA-CS conta com 9.276 sindicalistas, representados em vários sectores. 
O coordenador do grupo de acompanhamento da UNTA-CS para a província do Cuando Cubango, Marcos Pinto, considerou transparente e democrático o acto de eleição, que se realizou num ambiente de franca camaradagem.
Lembrou que a UNTA-CS vai realizar, em Setembro, o quinto congresso, sob o lema “Mais acção sindical”,  referindo que a organização vai ser mais actuante em todas as esferas de acção formativa, reivindicativa, jurídica e associativa.   
Marcos Pinto aconselhou os dirigentes sindicais a pautarem pela formação  permanente, no sentido de interpretarem correctamente os instrumentos jurídicos à sua disposição, para a defesa dos interesses dos trabalhadores.  “Os responsáveis devem conhecer as respectivas esferas de jurisdição, identificar as irregularidades que violem a legislação laboral e denunciarem a quem de direito. Deve-se trabalhar em parceira com a Inspecção Geral do Trabalho”, disse.

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