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Técnicos de artes estão no mercado

Manuel Pascoal| Menongue

Os primeiros 203 técnicos formados nas especialidades de alvenaria, carpintaria, corte e costura, contabilidade e informática, nos pavilhões de artes e ofícios dos municípios do Cuchi e Cuito Cuanavale, província do Kuando-Kubango, foram lançados, na semana finda, no mercado de trabalho.

Muitos jovens desempregados estão a ser formados em várias especialidades nos centros de formação profissional
Fotografia: Manuel Pascoal

Os primeiros 203 técnicos formados nas especialidades de alvenaria, carpintaria, corte e costura, contabilidade e informática, nos pavilhões de artes e ofícios dos municípios do Cuchi e Cuito Cuanavale, província do Kuando-Kubango, foram lançados, na semana finda, no mercado de trabalho.
Os técnicos formados nos centros inaugurados há cerca de ano e meio, segundo José Feliciano Soares, do Instituto Nacional de Formação Profissional (INEFOP), vão suprir em grande medida a escassez de força de trabalho nas empresas de construção civil, nas obras em torno do processo de reconstrução nacional.
No município do Cuchi, segundo o responsável, foram formados 94 técnicos e no Cuito Cuanavale o centro local colocou no mercado 109 técnicos, que manifestaram interesse em contribuir para o processo de reconstrução nacional.
Na cidade de Menongue, onde está localizado o maior centro integrado do INEFOP, 420 dos 512 jovens matriculados inicialmente também concluíram os cursos de informática, electricidade, canalização, contabilidade, alvenaria, corte e costura, mecânica auto e administração e gestão.
Feliciano Soares esclareceu que no presente ano académico estão inscritos 717 jovens nos centros de formação profissional de Menongue, Cuchi e Cuito Cuanavale, sendo 201 em informática, 31 no curso de contabilidade, administração e gestão (19), mecânica auto (102), electricidade (116), canalização (61), corte e costura (29), alvenaria (54) e inglês (oito). O responsável do INEFOP fez saber que cada curso tem a duração de nove meses e está a ser ministrado por 31 formadores. Salientou que os cursos de informática, administração e gestão, electricidade, canalização e alvenaria são os mais procurados pelos jovens, devido à facilidade de emprego.
Segundo Feliciano Soares, o número de jovens à procura de formação profissional aumentou consideravelmente nos últimos tempos, com realce para os da capital da província do Kuando-Kubango, onde já começa a fazer-se sentir a necessidade de se construir mais salas para suprir a demanda.
Além dos três centros de formação profissional dos municípios de Menongue, Cuchi e Cuito Cuanavale, o INEFOP, no Kuando-Kubango, tem igualmente disponíveis quatro oficinas móveis de formação, para cobrir outras áreas da província, onde existir um número razoável de jovens necessitando de acção formativa.

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