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Técnicos podem ser impedidos de exercer a actividade

Carlos Paulino | Menongue

Os técnicos de enfermagem e farmacêuticos da função pública e privados da província do Cuando Cubango que não estiverem inscritos na Ordem dos Enfermeiros de Angola (ORDENFA) devem fazê-lo dentro de três meses, sob pena de não poderem exercer as suas actividades profissionais, alertou o director provincial da Saúde.

Encontro de especialistas da saúde serviu para a renovação de mandato do Conselho da Ordem dos Enfermeiros e Farmacêuticos
Fotografia: Carlos Paulino| Menongue

Fernando Cassanga, que falava na abertura da Segunda Conferência Provincial Para a Renovação de Mandato do Conselho de Enfermagem da ORDENFA, disse que a medida surge para dar resposta à recomendação dos órgãos judiciais da província, atendendo que alguns técnicos da saúde exercem ilegalmente a sua actividade profissional.

Papel do enfermeir

“O enfermeiro foi sempre uma pessoa organizada, responsável e cumpridora, porque representa diante de outros profissionais um símbolo de respeito e de alta admiração.
Por isso, não podemos aceitar que funcionem à margem da lei. Devem estar inscritos na Ordem dos Enfermeiros de Angola para um melhor controlo da classe", salientou. A realização da Segunda Conferência Provincial Para a Renovação de Mandato do Conselho de Enfermagem da ORDENFA visou, essencialmente, imprimir uma nova dinâmica àqueles que vão conduzir os destinos da organização, criando um factor de motivação. “Pensamos ter realizado um encontro que vem motivar os profissionais do sector da saúde. Estamos mais por dentro daquilo que as nossas obrigações , enquanto profissional do sector da Saúde”, disse o responsável. Entretanto, centenas de pessoas afectadas pela seca na aldeia de Tumbica, a cerca de 45 quilómetros da cidade de Menongue, no Cuando Cubango, receberam bens de primeira necessidade da Administração Municipal, no quadro do Programa de Combate à Pobreza.
Entre os bens entregues a mais de 600 pessoas, constam alimentos, sabão, roupa, instrumentos agrícolas e de pesca e material didáctico.
A administradora municipal adjunta de Menongue, Felistance Armando, disse que a Administração, em colaboração com a Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social, a­poia mensalmente a população de Tumbica com bens de primeira necessidade.
“É nossa obrigação, como instituição do Estado, acudir às dificuldades das populações, sobretudo aquelas que vivem nas aldeias e nos quimbos, que carecem de uma atenção especial para a melhoria das suas condições de vida”, referiu.
A Administração Municipal pro­jecta a construção de uma escola, furos de água e um posto de saúde.“Temos vindo a acompanhar com alguma preocupação as dificuldades que os habitantes de Tumbica enfrentam.
 Pretendemos construir o mais rápido possível um posto médico, evitando que percorram longa distância para terem acesso à saúde”, informou.
O regedor de Tumbica, Martinho Domingos, agradeceu o gesto da Administração Municipal de Menongue e sublinhou que os meios entregues vão suprir significativamente as dificuldades que a população atravessa.

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