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Técnicos tentam travar doença

Carlos Paulino| Menongue

Uma equipa técnica do Instituto Nacional dos Serviços Veterinários trabalha desde  sábado no município do Cuangar, província do Cuando Cubango, para evitar o alastramento do surto da febre aftosa que assola a área de Ombalela, localidade de Olupale, na comuna do Bondo-Caíla.

Está temporariamente proibida a movimentação de animais e produtos de origem animal em áreas do Cuando Cubango
Fotografia: Dombele Bernardo

 A comitiva, chefiada pela directora geral adjunta para área técnica do Instituto dos Serviços Veterinários, Bernardeth Santana, procede à formação de técnicos no município do Cuangar, a serem  integrados na campanha de vacinação e vigilância activa dos animais na circunscrição.
O Jornal de Angola apurou que até agora foram detectados cinco animais com sinais clínicos desta doença, cujos resultados laboratoriais confirmam tratar-se de “febre aftosa serotipo SAT 2”. Por se tratar de uma doença altamente contagiosa, que afecta os animais biungulados (bovinos, suínos, caprinos, ovinos, bubalinos, antílopes, entre outros), urge a necessidade de se tomar medidas cautelares no sentido de evitar o seu alastramento para outras províncias do país, lê-se num comunicado do Governo do Cuando Cubango.
A nota refere que fica temporariamente proibida a movimentação de animais e produtos de origem animal no território do Cuando Cubango, bem como a compra e venda de animais e produtos de origem animal dentro da zona infectada pela febre aftosa.
O Governo da província apela  às autoridades administrativas e policiais do Cuando Cubango a observarem rigorosamente as medidas ora tomadas. Cerca de 30 mil animais estão em risco de contaminação com febre aftosa, na localidade de Olupale, alertou Bernardeth Santana. "Temos de proteger contra esta doença altamente contagiosa, mais de 300 mil animais no Cuando Cubango e Cunene”, disse.
A situação é grave e as autoridades locais já fizeram o isolamento de uma área de vigilância, entre Ombalela (Cuangar) e Caiundo (Menongue), num perímetro de cerca de 300 quilómetros. Está temporariamente proibida a circulação de animais, assegurou o chefe de departamento provincial do Instituto dos Serviços Veterinários, João Chamba.
"Se as medidas não forem rigorosamente acatadas, a febre aftosa pode alastrar-se a todo o território nacional e causar prejuízos graves à economia nacional. Todos os animais infectados devem ser abatidos para se evitar o contágio a outros biungulados", recomendou.

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