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Universitários apoiam crianças

Lourenço Bule | Menongue

A Associação dos Estudantes U­niversitários da Escola Superior Politécnica de Menongue, afecta à Universidade Mandume Ya Ndemufayo, doou bens de primeira necessidade ao Orfanato Mbembwa-Dom Bosco, que alberga crianças carenciadas.

Foram entregues bens de primeira necessidade a crianças em situação de vulnerabilidade
Fotografia: Lourenço Bule| Menongue

O donativo incluiu sacos de arroz, fuba de milho, caixas de óleo alimentar, sumos e material didático.
O secretário-geral da Associação dos Estudantes do Ensino Superior, José Martins, disse que a entrega destes meios teve como objectivo principal saudar o décimo primeiro aniversário da criança em tempo de paz, bem como apoiar os onze compromissos da criança.
“Estas acções vão continuar para minimizar a carência que os petizes do centro de acolhimento vivem, no sentido de apagar as amargas recordações e fazer com que tenham esperança em dias melhores” disse.
José Martins realçou que os 1.285 estudantes integrantes na Associação dos Estudantes do Ensino Superior na província do Kuando-Kubango prometem continuar a realizar acções de beneficência nas aldeias de difícil acesso onde existam pessoas carenciadas. O coordenador do Orfanato Mbembwa-Dom Bosco, João Bartolomeu, agradeceu o gesto solidário dos estudantes, tendo em conta que os produtos vão contribuir para melhorar a dieta alimentar  das crianças.
“Estamos muito satisfeitos com o gesto dos estudantes, visto que não é fácil alguém deixar os seus afazeres e ir oferecer algo a uma pessoa que nunca viu nem conheceu”, acrescentou. O coordenador do centro apelou às outras organizações e pessoas singulares no sentido de seguirem o gesto solidário desta associação, no sentido de ajudarem estas crianças.

Novas infra-estruturas

 
Com vista a conferir melhor dignidade aos petizes, a Chevron disponibilizou mais de dois milhões de dólares, para a ampliação e apetrechamento do orfanato, afirmou o coordenador.
João Bartolomeu disse aos jornalistas  que a nova  infra-estrutura  está a ser construída numa área de 150 metros quadrados e será dotada de três edifícios de habitação para 50 crianças cada, e outras estruturas, como biblioteca e sala de leitura, centro médico, refeitório, lavandaria, armazém, área residencial  para os quadros, escola do 1º ciclo, com 8 salas, bem como campos de futebol e multiuso. A obra teve inicio em Abril do ano em curso e a sua conclusão está prevista para Dezembro.
Adão Manuel Lopes, 13 anos, estudante da sexta classe, vive no centro há sete anos, depois de perder o pai e ser abandonado pela mãe. Ele disse estar satisfeito pela maneira como tem sido tratado pelos responsáveis da referia instituição e pelo apoio que as ONG, empresas e pessoas  de boa fé têm dado, no sentido de manter  as condições  de alimentação e de acomodação.
“Estou muito feliz por estar neste centro de acolhimento onde encontrei uma nova família, além de estudar, estou bem acomodado e temos tido três refeições ao dia. Apelo às demais organizações e pessoas particulares a continuarem com o gesto de beneficência”, afirmou.

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