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Violência contra a criança tende a aumentar na região

Carlos Paulino| Menongue e Edson Fontes| Caxito

O serviço provincial do Instituto Nacional da Criança (INAC) no Cuando Cubango registou 43 casos de violência contra a criança, entre os meses de Janeiro e Maio, um aumento considerável de ocorrências, informou ontem, em Menongue, a chefe de serviço provincial.

Aida Rosalina Manuel disse que as infracções, de acordo com a sua especificidade, foram encaminhadas e resolvidas pelos órgãos judiciários da província.
Entre os vários casos, a chefe de serviço da instituição explicou que a principal preocupação  prende-se com os pais e encarregados de educação que fogem às suas responsabilidades, sobretudo a prestação de alimentos aos filhos.
Em função disso, Aida Rosalina defendeu a necessidade de se continuar a difundir informações sobre os direitos dos menores, para que as pessoas tenham em mente as responsabilidades que devem assumir.
“Só temos um futuro risonho se tratarmos bem as crianças e cumprir na íntegra todos os seus direitos”, disse, para acrescentar que se as coisas forem feitas de forma contrária “a sociedade vai ter sérios problemas de perda de valores morais, cívicos e culturais”, destacou.
O vice-governador provincial do Cuando Cubango para o sector Político e Social, Pedro Camelo, garantiu que as autoridades provinciais  continuam a desenvolver acções concretas que visam promover políticas para o desenvolvimento das crianças da região, desde a idade pré-escolar.
Por outro lado, o  acto de encerramento da jornada da família, realizado ontem na cidade de Caxito, província do Bengo, sob o lema “Minha Família, Minha Inspiração”, foi marcado por uma palestra subordinada ao tema “Violência doméstica, casamento e gravidez precoce”. A chefe de secção dos Direitos da Mulher, Bibiana Matoso, falou sobre alguns comportamentos que as famílias devem seguir e os cuidados a ter para evitar os desvios morais e actos ilícitos.

Palestras no Bengo

Bibiana Matoso definiu a violência doméstica como qualquer acção negativa praticado no lar que causa lesão, deformação física permanente ou temporária, dor, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico e patrimonial.
A chefe de secção dos Direitos da Mulher exortou a sociedade a denunciar todos aqueles que praticam a violência doméstica.
Bibiana Matoso apelou às mulheres mais jovens a darem prioridade à formação técnico-profissional e académica, para que possam ser inseridas no mercado de trabalho e contribuírem para o desenvolvimento do país.
As jovens formadas nos pavilhões de artes e ofícios da província do Bengo, segundo a chefe de secção dos Direitos da Mulher, têm recebido instrumentos de trabalho, no âmbito do programa de fomento do auto-emprego.   
Por outro lado, o chefe do Departamento da Política Familiar da Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher no Bengo, Francisco André de Sousa, advertiu os presentes sobre os riscos da gravidez e casamento precoces. Durante a jornada da família, a direcção provincial realizou debates radiofónicos e palestras.

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