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Kwanza-Norte investe na produção de plantas

André Brandão |Ndalatando

O Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) do Kwanza-Norte vai a partir deste ano elevar o índice de multiplicação de plantas, de 12 para 13 mil em relação aos anos anteriores e distribuir com maior eficácia diversas espécies de plantas aos concessionários de exploração de madeiras e carvoeiros.

Instituto de Desenvolvimento Florestal aposta na arborização de Ndalatando
Fotografia: Nilo Mateus

O Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) do Kwanza-Norte vai a partir deste ano elevar o índice de multiplicação de plantas, de 12 para 13 mil em relação aos anos anteriores e distribuir com maior eficácia diversas espécies de plantas aos concessionários de exploração de madeiras e carvoeiros.
O Instituto de Desenvolvimento Florestal pretende aumentar as áreas de produção de plantas nos polígonos florestais do Cazengo e Cambambe. Com cinco polígonos florestais, a província do Kwanza-Norte tem diversas florestas consideradas ainda virgens.
O polígono do Lucala, 36 quiilómetros a Norte de Ndalatando, com mais de 17 hectares é o mais extenso, seguido pelos de Kirima, (2,8 hectares), Cazengo (0,9), Golonsa (0,5) e Cambambe com 0,3 hectares.
O chefe de departamento provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal, Guilherme Sebastião da Costa, disse que foram produzidas cerca de 12 mil plantas no ano passado, uma meta que pode ser ultrapassada durante este ano. Precisou que o polígono de Cazengo vai ser ampliado de 0,9 para 2,5 hectares e o de Cambambe para 1,5 hectares.
Mais de 876 plantas foram distribuídas aos proprietários de fazendas agropecuárias e concessionários de exploração de carvão vegetal, para além de se terem plantado mais de 236 plantas fruteiras, das quais, 118 cajueiros e igual numero de jaqueiras no polígono florestal do Cazengo.
Guilherme Sebastião da Costa garantiu que das 11 unidades da conclusão do investimento florestal, já foram concluídas sete, faltando concluir quatro, este ano.
Em termos de protecção florestal há acções de rotina de sensibilização da população com o objectivo da conservação da flora e fauna, plantação de 220 plantas de rosas de porcelanas, aplicações de multas relativas a violações contra a natureza.
Quanto ao licenciamento e controlo de exploração florestal, o IDF arrecadou 8,5 milhões de kwanzas derivadas de133 licenças, sendo 94 para exploração de carvão vegetal, 36 de madeira em toro e três de lenha. Foram também revalidadas 13 autorizações, sete de produção de carvão, quatro de madeira serrada e duas de lenha.
A estatística florestal aponta este ano para a produção e escoamento de mais de três mil metros cúbicos de madeira em toro1.244 metros cúbicos de madeira serrada, 1.107 toneladas de carvão vegetal e 75 esteres de lenha.
A luta pelos recursos naturais, espaço territorial e multiplicação da espécie cinegética, determinaram conflitos entre elefantes e as comunidades rurais. Os animais destruíram a maior parte das lavras da população dos municípios de Golungo Alto e Banga. Face a esta situação, o governo local distribuiu bens alimentares aos afectados. 
O número reduzido de agentes florestais faz com que muitos infractores se multipliquem na região.

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