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Acções do Instituto Nacional para a diversificação do café

Marcelo Manuel | Ndalatando

O responsável do Instituto Nacional do Café (INCA), Jeremias Tavares, anunciou que o departamento, que dirige, está a fazer o repovoamento de espécies cafeícolas na província do Kwanza-Norte com a introdução de outras classes originárias da Cote d’Ivoire.

Província do Kwanza-Norte aposta na diversificação e no aumento da produção de café
Fotografia: Nilo Mateus

O responsável do Instituto Nacional do Café (INCA), Jeremias Tavares, anunciou que o departamento, que dirige, está a fazer o repovoamento de espécies cafeícolas na província do Kwanza-Norte com a introdução de outras classes originárias da Cote d’Ivoire, depois de estudos positivos no Centro de Investigação do Kilombo, a cinco quilómetros a sudoeste de Ndalatando.
Estas espécies, segundo Jeremias Tavares, desenvolvem-se melhor em zonas situadas a mais de mil metros de altitude, sendo os municípios de Ambaca e Samba-Cajú os indicados pelas características do seu relevo e condições climatéricas apropriadas.
De acordo com o responsável local do INCA, Jeremias Tavares, que falava sábado a informação, a produção estimada para a presente campanha agrícola é de 390 toneladas de café mabuba (descascado) superior em 40 toneladas ao ano passado e este aumento está ligado a abertura de algumas estradas secundárias e terciárias ao norte da província, principalmente no município do Ngonguembo.
Havendo incentivos à produção cafeícola, vaticinou o Jeremias Tavares, o município do Ngonguembo, pode rapidamente transformar-se num dos maiores produtores nacionais de café e óleo de palma, tendo em conta o número de fazendas e agricultores dedicados ao cultivo destes produtos.
Jeremias Tavares frisou, que na província do Kwanza-Norte estão controlados 4.390 produtores, mil dos quais em actividade, esperando-se, que o numero venha a aumentar nos próximos meses a acreditar nos pedidos para a reabertura de fazendas abandonadas.
Acreditando, que os bancos comerciais vão facilitar créditos à agricultura constituindo-se num impulso à actividade cafeícola na região, Jeremias Tavares adiantou, que  o INCA já trabalha num programa de educação aos camponeses de como aderir  e gerir o dinheiro emprestado pela banca e as formas de reembolso.
A reabilitação da estrada nacional 230, pressagiou o representante do Instituto Nacional do Café no Kwanza-Norte, bem como o financiamento do Banco Angolano de Desenvolvimento (BAD), em cerca de 350 milhões de dólares para apoio à actividade agrícola, vão trazer melhorias a actividade.

 Falta escoamento

O responsável do INCA lamentou que 50 por cento das 350 toneladas de café colhidas o ano passado ainda estejam na posse dos produtores, por falta de transporte e pelas dificuldades de acesso na época da chuva a algumas fazendas dos municípios de Ambaca, Quiculungo, Bolongongo e Golungo-Alto.
Adiantou, que se está a proceder à localização dos terreiros onde o café se encontra depositado, de modo a auxiliar os seus proprietários a escoa-lo e comercializar a preços que vão dos 30 kwanzas o kilograma de café com casca e 60 kwanzas o quilo do café descascado.

Reabilitação do cacau e plantação de palmeiras

O responsável anunciou a prospecção de algumas variedades de cacau na comuna da Cerca (Golungo-Alto), que já eram cultivadas nas décadas de 70 e 80. As sementes estão a ser reproduzidas no Centro Botânico do Kilombo, arredores da cidade de Ndalatando.
Quanto ao óleo de palma, o responsável revelou que o governo provincial do Kwanza-Norte tem um programa específico para a sua revitalização, através da recuperação dos palmares existentes e aquisição de pequenas unidades fabris.

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