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Actualização dos salários em discussão

Marcelo Manuel|Ndalatando

O Ministério da Educação garantiu na sexta-feira, em Ndalatando, capital do Kwanza-Norte, que está empenhado na criação de condições destinadas à revisão da situação salarial dos quadros que aumentaram o nível académico, mas que continuam a auferir o mesmo ordenado.

Os presentes na reunião estiveram atentos à intervenção de Francisco André porta-voz dos professores que exteriorizou o desapotamento de alguns membros da classe docente na província do Kwanza-Norte
Fotografia: Nilo Mateus| Ndalatando

A garantia foi dada pelo director nacional dos Recursos Humanos do Ministério da Educação, Ramiro João, durante um encontro que manteve com a classe docente da província do Kwanza-Norte, a maioria da qual professores com o grau de bacharelato. Ramiro João assegurou aos presentes no encontro que o Ministério da Educação trabalha, desde 2008, num processo de actualização das carreiras dos docentes através de concursos públicos de acesso e promoção.
O alto funcionário do Ministério da Educação frisou que os critérios de actualização passam, entre outros pressupostos, pela avaliação do perfil académico, pelo tempo de serviço e pelo desempenho. O encontro foi realizado com o objectivo de auscultar as principais inquietações dos professores da província, onde, à semelhança de outras províncias do país, há inúmeros pedidos de actualização urgente das suas categorias salariais. />O governador do Kwanza-Norte, Henrique André Júnior, que assistiu ao encontro, disse ter sido bem-vinda a reunião, por ter permitido que se esclarecesse o processo de actualização salarial dos docentes, pelo que, a seu ver, ficam reduzidos os níveis de preocupação dos professores, uma vez que se tornou evidente que o Executivo está a trabalhar no sentido de ultrapassar as dificuldades que obstaculizam o processo de actualização dos salários dos docentes. O Jornal de Angola apurou que há docentes com nível superior e com mais de cinco anos de serviço que estão à espera da actualização da categoria profissional.
Na reunião, o porta-voz dos professores no Kwanza-Norte, Francisco André, disse, durante a sua intervenção, que a situação já se arrasta há mais de três anos e nunca houve uma explicação plausível por parte das autoridades provinciais ligadas à Educação. 

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