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Administração do Cazengo combate venda nas ruas

Kátia Ramos| Ndalatando

A  Administração Municipal do Cazengo, na província do Kwanza-Norte, está a desenvolver uma campanha de sensibilização junto dos vendedores que insistem na comercialização dos seus produtos em locais impróprios dentro e fora da cidade.

Vendedores ambulantes têm dado uma má imagem à
Fotografia: JA

A  Administração Municipal do Cazengo, na província do Kwanza-Norte, está a desenvolver uma campanha de sensibilização junto dos vendedores que insistem na comercialização dos seus produtos em locais impróprios dentro e fora da cidade.
De acordo com Rufino Bernardo, do sector de fiscalização da Administração Municipal do Cazengo, que prestou ontem a informação, a iniciativa visa também consciencializar os vendedores de que devem exercer as suas actividades nos mercados, onde têm criadas as condições para a uma venda segura e higiénica.
Apesar dos mercados estarem à disposição dos vendedores, Rufino Bernardo disse que muitos ainda optam pela venda nas ruas, junto de instituições públicas e privadas, como padarias, peixarias, lojas, bancos comerciais e nas bermas da estradas “sem se importarem com os riscos que correm e com a falta de condições de higiene”.
Rufino Bernardo disse ainda que a campanha visa também chamar a atenção dos vendedores e compradores para os riscos de saúde ao consumirem, principalmente, bens alimentícios naquelas condições.
Outro objectivo, segundo o funcionário da fiscalização, é diminuir os focos de lixo provocados pelos vendedores nas ruas, com vista a melhorar cada vez mais o ambiente na cidade.
Fruto das campanhas de sensibilização, Rufino Bernardo disse que as administrações estão a impedir a venda ambulante nas ruas, devido aos transtornos que causam, principalmente, ao trânsito de viaturas e pessoas.

Mercados às moscas

Rufino Bernardo disse que a localidade de Kissecula tem um mercado com equipamentos qualificados, mas qo local fica às moscas porque as vendedoras preferem as ruas para vender.O mercado da cidade de Ndalatando e o do bairro Tala Hady também estão desertos porque as vendedoras optam pela venda na rua, junto à ponte sobre o rio Muembeje, na zona dos Eucaliptos, no jardim do Hospital Provincial de Kwanza-Norte e junto aos estabelecimentos públicos.
O funcionário da fiscalização revelou que uma das empresas de saneamento e recolha de lixo, em parceria com a administração, está a trabalhar para acabar com o lixo nos mercados e ruas da cidade. “Tem faltado a colaboração das pessoas para resolver este problema”, lamentou Rufino Bernardo.
Os vendedores afirmam que preferem as ruas porque os mercados não possuem parques de estacionamento, o que leva os automobilistas a evitar os locais. Reconhecem que existem colegas despreocupadas com a saúde humana e que vendem os produtos em lugares sujos ou mesmo em cima do lixo.

Os casos na Saúde

Técnicos do Departamento de Educação para a Saúde de Ndalatando disseram à reportagem do Jornal de Angola que semanalmente são registados entre seis a 12 casos de complicações por consumo de alimentos mal conservados.
Para a reduzir estes casos, o departamento tem levado a cabo várias actividades, principalmente palestras, para sensibilizar os compradores e vendedores sobre os cuidados a ter com os produtos.
Segundo os técnicos, alguns produtos comercializados ao sol podem perder as suas propriedades e, ao serem ingeridos, provocam complicações ao organismo humano.
Os técnicos salientaram ainda que a venda de hortícolas e outros produtos do campo, como frutas, devem ser cuidados em locais frescos e secos, além de serem lavados com água limpa e lixívia antes de serem consumidos.

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