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Administração do Cazengo pune os professores faltosos

André Brandão |

A administração municipal de Cazengo, no Kwanza-Norte, anunciou que vai, doravante, tratar de forma rigorosa os casos de professores que abandonam os seus postos de trabalho, puindo os que o façam sem razões plausíveis.

A administração municipal de Cazengo, no Kwanza-Norte, anunciou que vai, doravante, tratar de forma rigorosa os casos de professores que abandonam os seus postos de trabalho, puindo os que o façam sem razões plausíveis.
A medida foi anunciada sexta-feira pelo chefe de secção da área social da administração municipal de Cazengo, Alberto Francisco Lomboca, após uma visita as localidades de Carianga, Canzondo, Km 11 e 13, Catuco, Kirima do Meio e do Hola.
O responsável referiu que existem, nas referidas localidades, mais de 500 alunos entregues à sua sorte devido à chegada tardia dos professores e directores de escolas aos seus postos de trabalho, situação que considerou muito grave, porque o Estado paga os seus salários.
“Não podemos permitir que esta situação se arraste. Temos de tomar medidas, porque o Estado cumpre com os seus deveres que é de pagar os salários e os professores, infelizmente,  não estão a exercer o seu papel”, afirmou.
A nova responsável da repartição municipal da Educação de Cazengo, Cupertina Dias da Silva, mostrou-se desapontada com o comportamento de alguns directores e professores, que abandonam os alunos em pleno período de aulas e prometeu tomar medidas.
No sector do Zanga, das sete escolas visitadas, apenas duas estavam a funcionar, sendo que nas do Kirima do Hola estavam ausentes o professores e o próprio director, com a agravante de as portas estarem abertas, sujeitos a retirarem das salas as carteiras e outros materiais.
O cenário era o mesmo nas escolas do KM 11 e 13, Catuco, Cazondo e Carianga. O quadro é completamente preocupante, disse a responsável que, apesar de tudo,  acredita em dias melhores para o sector da Educação. 
Cupertina da Silva lembrou que, numa reunião com 48 directores de diversas escolas da província, alertara para o respeito da disciplina laboral, o que não está a ser observado, e agora é chegada a altura da aplicação de “duras sanções” contra os infractores.
Esta é a segunda visita de responsáveis da administração municipal do Cazengo, que constatam o absentismo dos professores e responsáveis de escolas.

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