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Administração põe fim a escolas precárias

Marcelo Manuel| Quiculungo

A Administração Municipal de Quiculungo, cerca de 140 quilómetros de Ndalatando, no Cuanza Norte, pretende banir da rede escolar todas as instituições do ensino primário construídas com material precário, como adobe e capim, até o segundo trimestre de 2016, anunciou terça-feira o titular da instituição.

Instituições de ensino primário feitas de adobe e capim foram substituídas por novas que oferecem melhores condições
Fotografia: Nilo Mateus

O administrador municipal de Quiculungo, Gaspar João Quintas, avançou que o projecto da instituição surge da necessidade de se garantir a melhoria das condições de ensino e aprendizagem a nível dos alunos da região.
Ao falar num encontro realizado com membros da Associação de Amigos e Naturais de Quiculungo, por ocasião da celebração dos 101 anos, desde a ascensão da sede municipal à categoria de vila, em 1913, o administrador disse que o programa vai ser implementado de forma gradual, para que as escolas de adobe sejam substituídas por outras de blocos e de tijolos.
O responsável disse que um programa semelhante já tinha sido executado em princípios de 2013, tendo beneficiado as comunidades da Quimeia, Quimbamba e Caquiongua.
No próximo ano, o administrador municipal avançou que se prevê a construção de mais três escolas do ensino primário, que vão beneficiar crianças das comunidades do Seca e Canda. Gaspar Quintas sublinhou que trabalhos do género vão ser de igual modo executados nas comunidades de Nzambi Kiama, Candunda, Buta e Zala, sendo as duas últimas pertencentes ao terceiro sector.
O administrador referiu que as escolas de carácter precário continuam a funcionar, depois de apetrechadas com carteiras novas. O responsável enalteceu o papel das autoridades tradicionais na protecção do mobiliário escolar, mesmo a nível das escolas com poucas condições de segurança e protecção. Gaspar Quintas salientou que, até o ano de 2011, em Quiculungo se administravam apenas aulas no primeiro ciclo, tendo ressaltado que as escolas, cuja construção datam do tempo colonial foram, na sua maioria, reabilitadas e ampliadas, com excepção da localidade de Dala Muzemba, por alegada ausência de população estudantil considerável. Adiantou que o município serve a merenda escolar para mais de 2.500 crianças, mas há pretensão de se alargar o programa para todas as escolas primárias do município. O administrador disse que existem mais de 40 professores a frequentarem o ensino superior a nível da Escola Superior Pedagógica do Cuanza Norte, alguns dos quais em fase de conclusão das suas respectivas licenciaturas.
Gaspar João Quintas anunciou ainda que a delegação provincial da Justiça do Cuanza Norte tem em sua posse todo material necessário para a criação do posto de emissão de Bilhete de Identidade, que a par de Quiculungo, prevê beneficiar os municípios da Banga e Bolongongo.
O responsável disse que a administração já identificou um imóvel onde os serviços vão funcionar, de forma provisória, enquanto durarem os trabalhos de projecção e de construção de um posto de emissão de raiz.

Emissão de bilhete

O administrador aproveitou para apelar à classe empresarial da província e do país em geral, no sentido de investirem na região, tendo chamado a atenção dos comerciantes locais para darem aproveitamento devido aos diversos imóveis de carácter económico, como lojas, restaurantes e cantinas inoperantes desde 1992.
Em relação a situação das estradas, o administrador fez saber que o Executivo desfez o contrato com a antiga empreiteira encarregue das obras de asfaltagem do troço Samba Caju, Quiculungo, Banga e Bolongongo.
Frisou que recentemente vários técnicos do Ministério da Construção estiveram no município, para realizar trabalhos de prospecção em relação ao tipo de solos e de zonas acidentadas do percurso por onde vai passar a futura estrada.

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