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Administração recupera casas comerciais

Marcelo Manuel | Camama

A administração comunal de Camame, no município do Ngonguembo, província do Kwanza-Norte, está desde Agosto a fazer o levantamento dos imóveis comerciais, destruídos durante a guerra, com vista a recuperá-los e garantir a melhoria da actividade comercial.

A administração comunal de Camame, no município do Ngonguembo, província do Kwanza-Norte, está desde Agosto a fazer o levantamento dos imóveis comerciais, destruídos durante a guerra, com vista a recuperá-los e garantir a melhoria da actividade comercial.
O projecto de levantamento de lojas, cantinas e armazéns é uma iniciativa do Ministério do Comércio, em parceria com o governo do Kwanza-Norte, para diagnosticar o número de imóveis existentes na região.
O administrador comunal de Ca­mame, António Kafuquena, disse estarem já identificados 20 estabelecimentos, dos quais 12 se apresentam em condições recuperáveis. Actualmente, em Camame o comércio é feito de forma deficiente, devido à descapitalização financeira, considerou o administrador para quem a maior parte dos produtos do campo produzidos são vendidos no Golungo Alto.
António Kafuquena sublinhou que a circulação de pessoas e bens é feita através de táxis, que escalam a localidade de três a quatro vezes por dia.
Após 35 anos, a sede comunal de Camame volta a contar com um sistema de iluminação pública, projectado através de um grupo gerador com capacidade de 70 KV e igual número de postes.
O projecto, que é da Administração Municipal de Ngonguembo, consta do Programa Nacional de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, instituído pelo Executivo e aguarda apenas pela inauguração. O sistema prevê a inclusão do fornecimento de energia eléctrica às habitações.
O sector da Agricultura na comuna de Camame vai conhecer outra dinâmica, durante a próxima época agrícola, devido à recepção de novos meios técnicos. A administração adquiriu um tractor, alfaias, carroças, charruas, moto-bomba, mangueira com 200 metros de comprimento e sementes de hortícolas, salientou o administrador.
Com a recepção dos novos meios, António Kafuquena prevê o aumento de mais dez associações de camponeses, passando para 20, o cultivo de 25 hectares de terras, mais 15 que a época agrícola anterior. 

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