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Ambaca e Quiculungo ligados por estrada

Silvino Fortunato| Ndalatando

Os municípios de Ambaca e Quiculungo, na província de Kwanza-Norte, voltaram a estar ligados por estrada, 37 anos depois. As obras de reabilitação estão concluídas e agora é mais fácil a circulação de pessoas e bens. A via permite igualmente o acesso ao município de Bolongongo.

Antigo traçado da estrada foi corrigido para evitar algumas grandes subidas como aconteceu na comuna do Maua no município da Ambaca
Fotografia: Jornal de Angola

A estrada liga a vila de Camabatela, Maua e Quiculungo/Bolongongo, na aldeia do Quiboto, num percurso total de 50 quilómetros. No trajecto existem várias aldeias, muitas delas despovoadas ou mesmo abandonadas. As pontes estão construídas ou reabilitadas.
O antigo traçado da estrada foi corrigido, para evitar algumas grandes subidas, como aconteceu na comuna do Maua. Em várias aldeias ao longo da estrada, aparecem algumas cantinas e pequenas lojas. António Manuel, um habitante da aldeia do Beje, Ambaca, deixou de andar a pé, até Maua ou Camabatela, para adquirir bens, como o sal e sabão. Desde a reparação da via, muitas pessoas estão a fazer obras nas suas casas, porque o transporte de materiais de construção é mais fácil.
O administrador de Quiculungo, João Quintas, disse que “é na vila de Camabatela onde os trabalhadores e outros fazem movimentos bancários e encontram um mercado mais activo, dada a proximidade daquela localidade com as cidades de Negage e Uíge”. João Quintas disse que para chegar a Camabatela, muitos munícipes sem recursos financeiros iam a pé. O administrador municipal de Bolongongo, Daniel Passala Velho, referiu que a reabertura da via está a permitir o contacto directo com as populações que residem ao longo da estrada. As autoridades municipais estão a fazer o levantamento dos problemas que assolam as populações e procuram resolvê-los de forma mais eficaz.
Com a abertura da estrada arrancou a construção de escolas e centros médicos em muitas aldeias. “Anteriormente era impossível o trânsito, o que impedia o acesso dos empreiteiros”, disse Daniel Passala Velho.
As crianças das aldeias de Bolongongo, Quiculungo e Ambaca, situadas ao longo da estrada, estudam em escolas já envelhecidas da era colonial, sem portas nem janelas, numa altura em que muita gente ainda faz grandes percursos a pé em busca de tratamento médico.

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