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Asfaltagem de estrada abre boas perspectivas

Marcelo Manuel |Samba Lucala

A aplicação do asfalto no troço que liga a comuna de Samba Lucala à Estrada Nacional 230 já está a ser vista por automobilistas e agricultores como uma alavanca para o desenvolvimento daquela região da província do Cuanza Norte, principalmente para a circulação automóvel e a garantia de escoamento dos produtos agrícolas.

A Estrada Nacional já está a ser vista por automobilistas e agricultores como uma alavanca para o desenvolvimento da região
Fotografia: Nilo Mateus|Samba Lucala

O troço, com uma extensão de cerca de 45 quilómetros, dez metros de largura, duas faixas de rodagem, asfalto em betão betuminoso e uma berma de aproximadamente um metro, que depois da desmatação e o nivelamento da base começou a receber trabalhos no princípio deste mês.
O representante da Direcção Nacional de Obras e Engenharia, Lucau Pedro, disse que a empreitada proporciona emprego a mais de 150 operários, dos quais dez expatriados.
O governador do Cuanza Norte, Henrique André Júnior, sublinhou que o asfalto na picada de acesso da única comuna de Samba Caju consta do programa do Executivo, que visa recuperar e construir novos edifícios públicos, infra-estruturas rodoviárias, sistemas de abastecimento e distribuição de água, impulsionar a agricultura, unidades sanitárias e escolas.
O director provincial da Agricultura do Cuanza Norte, Humberto Mesquita, frisou que a produção maciça da mandioca a nível da comuna de Samba Lucala permite, em média, o escoamento semanal de 80 toneladas de crueira, a par de outras quantidades de feijão manteiga, comercializadas em grande escala na cidade de Ndalatando. O administrador comunal adjunto de Samba Lucala, Domingos Sebastião Rodrigues, frisou que anteriormente o mau estado de conservação da picada de acesso, que liga a região à EN 230, dificultava o escoamento dos produtos do campo.
Os habitantes, cerca de sete mil, vivem maioritariamente da agricultura, realizada por quatro associações de camponeses, que cultivam mandioca, feijão, milho, jinguba, batata rena, banana e outros produtos agrícolas. No tempo de cacimbo, a produção de hortaliças é feita com ajuda de valas de drenagem, que propiciam a produção de 70 toneladas de feijão manteiga.

Água potável e luz

O administrador comunal adjunto adiantou que o fornecimento de água potável consta das principais preocupações das autoridades, principalmente nas zonas mais recônditas.
Das comunidades existentes, que somam 47, a única que beneficia de água potável é a sede comunal e seus três bairros circundantes, tendo apontado dificuldades no manuseio do equipamento de bombagem do sistema de captação. Neste momento, as localidades que mais sofrem com a falta de água potável são Beira Alta, Sete Casas, Cangambo, Songo e Dala Muhembe, pelo facto de estarem situadas em zonas de relevo semi-montanhoso.
O Governo Provincial trabalha na criação de um projecto para a instalação de um sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável com maior capacidade, com término previsto para o próximo ano, no sentido de levar o produto às comunidades de Hengue, Quindai, Quatro Casas, sede comunal, Aldeia Nova, Mbanza,  Catoala, Quirianga e Cabuculo Dois. Desde 2010, a comuna tem um grupo gerador com mais de 100 KVA, que fornece energia eléctrica domiciliar grátis a 150 casas situadas na sede e a três bairros periféricos. O mesmo gerador sustenta igualmente o sistema de iluminação pública, composto por 120 postes, tendo avançado que, para manter o aparelho funcional, a localidade recebe mensalmente da Administração Municipal oito mil litros de gasóleo.

Educação e Saúde

No que toca ao sector da Educação, o administrador comunal adjunto salientou que aquela parcela do Cuanza Norte possui 18 escolas, sendo apenas quatro de carácter definitivo, que acolhem, no presente ano lectivo, 1.111 alunos matriculados. Com 37 professores, a comuna precisa de mais de dez docentes para fazer face às necessidades da localidade.
Domingos Sebastião disse que existem dois postos de Saúde, estando a funcionar o estabelecimento do sector do Muloco, enquanto a unidade da sede comunal se encontra em obras de reabilitação e de ampliação.
A circunscrição tem três enfermeiros, um motorista e duas auxiliares de limpeza. “Precisamos de médicos e mais enfermeiros, principalmente nas localidades de Titila, Cangambo, Quitala kya Seno, Quitala Peso e Tombo.”
A construção de mais postos de Saúde em Quitala kya Seno e a aquisição de uma ambulância para a unidade sanitária do Muloco são outras necessidades. A malária e as diarreias agudas são as enfermidades que assolam a população, numa altura em que a comuna enfrenta carência de medicamentos.

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