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Aumentam casos de doenças respiratórias

KÁTIA RAMOS | Ndalatando

As doenças respiratórias agudas continuam a ser a terceira causa de internamento de crianças menores de cinco anos no Hospital Materno-Infantil de Ndalatando, na província do Kwanza-Norte.

Neste período seco registam-se muitos casos de infecções sobretudo em crianças
Fotografia: Nilo Mateu|kwanza-norte

Entre Janeiro e Maio deste ano, o estabelecimento clínico registou um total de 144 casos de doenças respiratórias, num universo de 3.136 consultas realizadas em crianças e adolescentes, mas não houve qualquer óbito.
O director do hospital, Arão da Silva, disse que depois da malária e das doenças diarreicas, as infecções respiratórias têm sido as que mais internamentos provocam.
Entre as doenças respiratórias incluem-se as gripes e as pneumonias, que causam febres, tosse e fraqueza. A bronquite, bronquiolite, asma, tuberculose e cancro do pulmão, provocam irritação na faringe, esófago e na boca.
Arão da Silva alertou para o facto de neste período seco se registarem muitos casos de infecções respiratórias e cada uma tem os seus sintomas específicos, que só o médico ou um profissional de saúde pode avaliar.
Para as prevenir, aconselhou os pais a agasalharem bem os seus filhos, principalmente a não os deixarem andar descalços em locais húmidos, entre outros cuidados.
Com um clima tropical húmido, a província do Kwanza-Norte é propensa a este tipo de problemas, por serem frequentes as poeiras e queda brusca de temperatura, factores que facilitam a propagação da mesma. Os espirros, febres e as tosses são os sinais mais visíveis, que assinalam o aparecimento das doenças respiratórias agudas. “É muito frequente em crianças, pelo facto das mesmas não disporem de um sistema imunizado bem desenvolvido o que as torna vulneráveis aos vírus”.
Outros factores que contribuem para o surgimento destas doenças na província são, na sua maioria, ambientais, sobretudo no Cacimbo, por causa da humidade e da poeira, além da má nutrição em crianças com imunidade baixa.
Arão da Silva apontou ainda alguns factores de risco, como a poluição e a exposição a produtos químicos, que provocam alergias, e aconselhou os fumadores a abandonarem o cigarro, uma vez que o tabaco também afecta as vias respiratórias superiores e inferiores.
Infecções como a amigdalite e a nasofaríngica são as mais frequentes, sendo a tuberculose a mais oportunista e considerada crónica.
Para estas patologias, os sinais mais frequentes são a tosse, febre, mal-estar geral e dificuldades em respirar.

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