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Aumento da produção agrícola depende de novas tecnologias

Isidoro Natalício| Ndalatando

Artur Almeida largou a Administração Pública para se dedicar à agricultura, no início da década de 80. Até 1992, foi o maior horticultor de Ndalatando e dos maiores da província. A guerra reacendida após as primeiras eleições, obrigaram-no a refugiar-se em Luanda.

Os produtos são vendidos às quitandeiras que conseguem chegar até às fazendas
Fotografia: Francisco Bernardo

Artur Almeida largou a Administração Pública para se dedicar à agricultura, no início da década de 80. Até 1992, foi o maior horticultor de Ndalatando e dos maiores da província. A guerra reacendida após as primeiras eleições, obrigaram-no a refugiar-se em Luanda.
Regressou 16 anos depois ao seu campo de cultivo, na área de Lucala-II, 30 quilómetros a Sul de Ndalatando. No entanto, nunca mais conseguiu recuperar o espaço perdido no mercado, a favor de confrades do Kwanza-Sul.
À semelhança da época passada, Artur de Almeida está a plantar hortícolas em cerca de cinco hectares, onde espera um rendimento médio de 10 toneladas por hectare, e outros 12 de bananal, já em fase de rendimento. Mas, aumentar os níveis de produção é quase uma miragem, tendo em conta as dificuldades humanas e materiais que enfrenta.
A única motobomba que possui em funcionamento não tem capacidade para cobrir todo o perímetro cultivado. Trabalha sem a ajuda de um técnico de gestão agrícola, a mão-de-obra não especializada é cada vez mais rara e não tem meios de derrube, para desmatar e lavourar em tempo oportuno os restantes 83 hectares à sua disposição, na margem do rio Lucala. Problemas semelhantes afectam a fazenda Mãos Abertas, situada numa extensão de 350 hectares na margem Norte do rio Lucala, na zona de Massangano, município de Kambambe.  O gerente Pedro Mussili disse que, por debilidades na irrigação, abandonaram a produção de batata rena. Agora cultivam 14 hectares de hortícolas e quatro de milho. No cacimbo passado, colheram 10 toneladas de hortícolas, das quais duas de tomate.
Devido à avaria do camião, os produtos são vendidos às quitandeiras que conseguem chegar ao local, através de quase 25 quilómetros de picada esburacada, que parte da aldeia de 34 (entre Dondo e Cassoalala). O sub-gerente Adão Daniel adiantou que a maioria da mercadoria se escoa em motorizadas e, quando a Polícia de trânsito faz operações stop, os motoqueiros ficam em casa e o caos instala-se. “Recentemente, perdemos tomate calculado em mais de 15 caixas de 30 quilos”, disse.

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