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Autoridades sanitárias sem meios para dar apoio aos doentes mentais

Marcelo Manuel | Ndalatando

A falta de hospital psiquiátrico associada à ausência de meios técnicos e recursos humanos especializados, estão a condicionar o controlo de doentes mentais no Kwanza-Norte, afirmou na quarta-feira, em Ndalatando, a chefe do departamento provincial de saúde pública.

No Kwanza-Norte tem vindo a aumentar de forma acentuada os dementes nas ruas
Fotografia: Eduardo Pedro

A falta de hospital psiquiátrico associada à ausência de meios técnicos e recursos humanos especializados, estão a condicionar o controlo de doentes mentais no Kwanza-Norte, afirmou na quarta-feira, em Ndalatando, a chefe do departamento provincial de saúde pública.
Evalina Zangui, que falava por ocasião do 10 de Outubro, Dia Mundial do Doente Mental, frisou que, nos últimos anos, a província do Kwanza-Norte tem registado um aumento considerável de dementes pelas ruas.
Alguns casos, alertou, estão relacionados com o facto de certos familiares, em vez de procurarem serviços especializados, recorrem a tratamentos tradicionais, com os quais, muitas vezes, “os doentes ficam mais loucos do que já estavam”.
Evalina Zangui realçou que o Governo Provincial, em parceria com a Polícia Nacional, vai providenciar no sentido de nos próximos meses recolher os doentes mentais, para os transferir para o Hospital Psiquiátrico de Luanda, para serem tratados.
Apesar de não avançar números, garantiu que Ndalatando é a parcela da província com maior número de doentes mentais, também devido à sua extensão e densidade populacional. As pessoas com perturbações mentais podem representar algum perigo para a sociedade, quando têm tendência para a agressividade ou violência, salientou. Por isso, defende que estas pessoas quanto menos incomodadas forem melhor para os outros. “Alguns destes doentes reagem mal quando são provocados no seu local de estar ou esconderijo”, alertou.
Evalina Zangui  exortou ainda as famílias no sentido de consultarem um psicólogo, sempre que notarem alguma alteração comportamental em algum membro da família, de modo a diagnosticarem atempadamente os problemas.

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