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Bairros periféricos do Lucala estão iluminados

Paulo Mateus | Lucala

A administradora municipal do Lucala, Inês José Muhongo Luís, está confiante no trabalho do Executivo no sector da energia eléctrica. Neste momento estão a ser construídas duas subestações térmicas e decorrem trabalhos de requalificação da rede total da vila.

Um pormenor da vila do Lucala que tem os bairros periféricos mais iluminados o que facilita a frequência das aulas nocturnas
Fotografia: Paulo Mateus

A administradora municipal do Lucala, Inês José Muhongo Luís, está confiante no trabalho do Executivo no sector da energia eléctrica. Neste momento estão a ser construídas duas subestações térmicas e decorrem trabalhos de requalificação da rede total da vila.
Inês Muhongo fez tais declarações à imprensa no final de uma visita de membros do governo da província do Uíge, cuja delegação foi chefiada pelo vice-governador para a Organização e Serviços Técnicos, Nazário Vilhena, que se inteirou do grau de execução dos trabalhos na subestação com capacidade de gerar 220 KVA, que vai igualmente fornecer energia eléctrica ao Uíge a partir de Outubro próximo.
Para a administradora, os investimentos ligados ao sector de energia, para além da extensão da iluminação pública e domiciliar no centro da vila e nos bairros periféricos, vai igualmente facilitar o impulsionamento dos projectos traçados para o município com maior destaque para o futuro pólo de desenvolvimento industrial, em construção.
Inês Muhongo pediu aos munícipes mais cuidado na utilização dos bens públicos: “sinto-me satisfeita com os investimentos no Lucala e lembro a todos a necessidade dos beneficiários usarem a energia de forma racional”.
A administradora do Lucala destacou os projectos de construção de aviários, da escola, das redes viárias e ferroviárias como sendo ganhos para a região no quadro do Programa de Investimentos Públicos.
 
Satisfação dos munícipes

 
A conclusão do trabalho de construção das duas subestações eléctricas no Lucala, com capacidade para gerar 400 KVA entre Lucala e Luanda e 220 até ao Uíge, está a merecer aplausos dos munícipes que há muito anos dependiam de fontes alternativas.
Pedro Agostinho disse à nossa reportagem que a iluminação pública vai facilitar a circulação dos estudantes no período nocturno.
Domingas Neves, 38 anos, moradora no bairro Cacoso, espera beneficiar da corrente eléctrica para pôr a funcionar os seus electrodomésticos. A energia que consome ainda é proveniente de motores geradores: “gasto muito dinheiro em combustíveis e na manutenção do meu gerador”. />Proprietários de lanchonetes no Lucala dizem que com a chegada de energia vai permitir alargar a hora de atendimento aos clientes. Marcelina Manuel atende na sua lanchonete os viajantes que circulam entre Luanda e Malange ou Uíge: “a falta de luz obriga-me a fecvhar à nboite. Agora vou fazer mais negócio e servir melhor os viajantes que circulam durante a noite”, afirmou Marcelina Manuel.
Os habitantes do município do Lucala não consomem energia pública há mais de 20 anos devido à guerra que assolou o país.
A iluminação pública é já uma realidade nos bairros Cacoso, Camagile, CTT, e Dundo ya Mutulo, seguindo-se posteriormente a fase de extensão da rede domiciliar. Este trabalho esteve a cargo da direcção local de energia e água, e visou a colocação de mais de 500 postes e candeeiros, orçados em 24 milhões de Kwanzas. No sector de energia estão a terminar os trabalhos de requalificação de rede de energia que começaram com a montagem de mais de 700 novos postes de iluminação no centro da vila e a zona do bairro Ngola Nhinhi.

Apoio às grávidas

As mulheres inseridas na Organização da Mulher Angolana (OMA), no município do Lucala, província do Kwanza-Norte, solicitaram quarta-feira ao governo da província a construção urgente de um centro materno-infantil na região para a melhoria da assistência médica às mulheres grávidas e redução da mortalidade materno infantil na região.
Numa mensagem da OMA dirigida ao Comité Provincial do MPLA, no quadro da visita que o primeiro secretário do partido, Henrique Júnior, efectuou ao município durante o último fim-de-semana, as mulheres pediram igualmente a construção de uma escola do segundo ciclo do ensino médio, para garantir a elevação do nível académico da população local que muitas vezes se vê obrigada a emigrar para Ndalatando a fim de prosseguir os estudos.
Ainda na mensagem do secretariado municipal da OMA do Lucala, as mulheres justificam que a construção de uma escola do II ciclo resulta da contínua necessidade do combate ao analfabetismo e elevação do nível de formação das mulheres para que estejam à altura de contribuir na reconstrução e desenvolvimento de Angola em igualdade de circunstâncias com os homens.

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