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Banga tem chafarizes e iluminação pública

Marcelo Manuel| Banga

Os habitantes do município da Banga, província do Kwanza-Norte, têm três novos chafarizes, sistemas de iluminação pública e um edifício municipal, cujas obras custaram ao Estado 73 milhões, 391 mil e 646 kwanzas.

Administrador Cristóvão João
Fotografia: Marcelo Manuel | Banga

Os habitantes do município da Banga, província do Kwanza-Norte, têm três novos chafarizes, sistemas de iluminação pública e um edifício municipal, cujas obras custaram ao Estado 73 milhões, 391 mil e 646 kwanzas.
Os sistemas de iluminação pública foram colocados nas sedes municipais e comunais de Kariamba, Caculo Cabaça e Aldeia Nova.
A construção dos fontenários custou 30 milhões de kwanzas ao Estado e a obra foi executada em dois meses, disse ao Jornal de Angola o responsável da empresa construtora, Mateus Cambuta.
Os empreendimentos foram construídos nas aldeias de Kaculo Kahui, Igreja e Kabanda, perto da nascente do rio Kaxing Nguila.
Os sistemas vão servir cerca de três mil e 700 pessoas e foram edificados no âmbito do programa do governo angolano “Água para Todos”.
 
Energia eléctrica

 
Em relação ao fornecimento de energia eléctrica àquelas localidades, o director provincial do Gabinete de Estudos, Planificação e Estatística do Governo do Kwanza-Norte, Gonçalo Ribeiro, afirmou que há um programa que visa a construção e revitalização de sistemas de iluminação pública e redes de distribuição domiciliar, para atender 21 localidades, incluindo sedes municipais e comunais.
O responsável da empresa que electrificou as referidas vilas, Lucínio Rego, deu a conhecer que o grupo gerador colocado na sede do município da Banga tem uma capacidade de 700 KV e consome 1.500 litros de combustível (gasóleo).
Para disponibilizar a energia, foram colocados 400 postes de iluminação, sendo 184 simples, nove duplos e seis triplos.
Por sua vez, o director provincial do Gabinete de Estudos, Planificação e Estatística, Gonçalo Ribeiro, revelou que a rede de distribuição eléctrica possui seis mil metros de extensão, dos quais oito mil para as ligações domiciliares e 800 públicas. Os geradores das comunas têm capacidades que rondam entre os 110 e os 80 KV.
Com a abertura dos novos chafarizes, 95 por cento dos bairros e aldeias localizados em redor da sede do município já podem consumir água potável.
 Quanto ao edifício da administração municipal, Cristóvão João revelou que os trabalhos de reabilitação e apetrechamento custaram 24 milhões de kwanzas ao Estado.
Cristóvão João acrescentou que foram construídas dez residências para os quadros da administração local e dos sectores de educação e saúde.
O responsável indicou que a reabilitação do troço de Mbondo Kaluaxi (Caculo Cabaça)/ Lukala, inoperante há mais de trinta anos, tem como finalidade facilitar a livre circulação de pessoas e bens, o escoamento dos produtos agrícolas, a melhoria da qualidade de vida dos habitantes e o intercâmbio com outras localidades.
 
Circulação rodoviária
 
A implementação destes serviços mereceram o aplauso dos moradores do município da Banga, porque permitem o desenvolvimento da região.
 André Zangui, residente no município, congratulou-se com a inauguração dos chafarizes na sua aldeia, pois, anteriormente, percorria cerca de um quilómetro e meio em busca de água no leito de um riacho.
Apesar disso, subsistem dificuldades na circulação de viaturas nas rotas Samba-Cajú/Banga, Banga/Golungo-Alto, Banga/ Bolongongo e Banga/Kikulungo, sobretudo na época das chuvas. O acesso à aldeia do Besenguele, a mais populosa do município, com mais de 600 habitantes, está impedido ao trânsito automóvel, por causa de ravinas e árvores que cresceram no troço de quase trinta quilómetros.
O asfalto da vila também clama por uma intervenção urgente, em função do seu avançado estado de degradação.
A deterioração das vias de acesso reduz igualmente a frequência dos transportes públicos, que provoca constrangimentos à circulação das pessoas e mercadorias.

Fomento agrícola
 
No quadro do Programa Integrado Municipal de Combate à Fome e à Pobreza, bem como de Fomento e Desenvolvimento Rural, foram lavrados 400 hectares por seis tractores.
Oitenta por cento daquela superfície foram semeados com milho, feijão, amendoim, mandioca e banana.  Pela primeira vez, o município da Banga tem uma instituição do ensino médio que acolhe 200 alunos. 
O presente ano lectivo tem três mil e 500 alunos no ensino primário e secundário, matriculados em 22 escolas.
Estas escolas foram reabilitadas, mobililadas e ampliadas, enquanto outras aguardam por intervenções de restauro.
Quanto ao sector da Saúde, o município da Banga possui um centro médico e cinco postos de saúde. O sistema sanitário é assistido por um médico, quatro enfermeiros e técnicos básicos.
Para a total cobertura sanitária do município, o administrador da Banga adiantou que são necessários mais seis postos de saúde.
Por outro lado, um sistema de telefonia móvel da rede UNITEL está a ser testado, permitindo a comunicação com o resto do país.

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