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Bolongongo melhora assistência sanitária

Manuel Fontoura | Ambaca

O sistema de atendimento sanitário às populações do município de Bolongongo, cerca de 150 quilómetros da cidade de Ndalatando, vai conhecer melhorias consideráveis, em função da construção e apetrechamento de dois postos de saúde a nível dos sectores de Bangui e Manguengue.

O administrador adjunto de Bolongongo, Luís Coxe, avançou terça-feira que actualmente aquela parcela da província de Kwanza-Norte dispõe de seis postos de saúde, nas aldeias e sedes comunais, e um centro de saúde, na sede municipal, contando com seis residências para os técnicos.
O responsável salientou que, no âmbito do Programa Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza existem algumas acções transitadas do ano passado para este que têm a ver com a construção de um posto de saúde e uma residência do tipo T-2, para os técnicos, na aldeia de Quindungue, comuna de Quiquemba.
Na sede do município está também em curso a construção de um edifício que vai albergar diversas repartições municipais, assim como se encontra em reabilitação e em ampliação a maior unidade sanitária da localidade, que após reparação vai passar à categoria de hospital municipal, com o objectivo de dar maior dignidade à população, disse Luís Coxe.
Dos vários projectos realizados pelas autoridades, o administrador adjunto disse que constam igualmente a construção de sistemas de captação e fornecimento de água potável nas aldeias de Balamo, Catamba e Macacala.
No sector das Águas, a sede municipal de Bolongongo e da comuna de Terreiro, além de outras diversas aldeias, são ainda abastecidas por um sistema antigo, que já não satisfaz o número de consumidores. Para inverter esta situação, no âmbito do Programa “Água para Todos”, revelou estar em curso a nível da sede do município uma nova central de captação, tratamento e distribuição de água potável, que vai reforçar o fornecimento para mais de 6.000 habitantes.
A central de captação de água potável está a ser construída nas margens do rio Cual, cerca de dois quilómetros da vila municipal de Bolongongo. As obras são financiadas pela linha de crédito da China, em parceria com o Executivo. A central de captação vai ter capacidade para bombear 100 litros de água por dia, para cada um dos 6.000 habitantes do município. O empreendimento vai ter ainda dois tanques de armazenamento e equipamentos de apoio, como geradores, bombas de água e área de tratamento de resíduos.

Sistema de gravidade

No passado, Bolongongo era abastecido pelo município de Quiculungo, por meio de um sistema de gravidade, numa distância de 11 quilómetros. Actualmente, com o crescimento do número de habitantes nos dois municípios, o sistema já não suporta a procura. Em função disso, o responsável salientou que urge captar num rio que ofereça maior caudal, sendo que todas as atenções foram viradas para o Cual, local onde o projecto está a ser concebido.

Energia eléctrica

Quanto à distribuição de energia, a sede municipal de Bolongongo é abastecida por dois grupos geradores, sendo um de 250 e outro de 150 KVA, os quais já não suportam as necessidades dos habitantes, devido ao crescimento de consumidores. Devido à incapacidade no abastecimento de energia eléctrica em toda a extensão da sede municipal, os geradores apenas garantem electricidade para os postos públicos e residências protocolares.
A comuna de Quiquiemba tem um gerador, que abastece a vila. O Terreiro tem o gerador avariado, daí que a administração pretende em breve adquirir mais grupos geradores, de forma a reforçar o fornecimento a um maior número de habitantes.

Sector agrícola

A agricultura de subsistência é tida como a principal actividade dos habitantes, com um número elevado de famílias camponesas e cinco associações, que cultivam mandioca, ginguba, batata-doce, café, banana e laranja.
Com um terreno bastante fértil para a prática da agricultura, a maior preocupação dos homens do campo continua a ser a falta de escoamento dos produtos para os grandes centros de comercialização, aliado ao mau estado das vias de acesso.
Os apoios do Executivo, consubstanciados no Programa Integrado de Combate à Pobreza têm a ver com a mecanização de terras, entrega de sementes e instrumentos agrícolas, assim como a melhoria das vias de acesso.
O município de Bolongongo possui muitas fazendas agro-pecuárias. Existem igualmente, no município, condições para a produção e extracção da madeira, estando já uma empresa privada a operar nesta área. “Precisamos de investidores para a exploração deste bem”, apela.Bolongongo tem 12 mil habitantes, distribuídos  em duas comunas, um sector, nove regedorias e 51 aldeias.

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