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Cambondo sem energia há mais de três décadas

Kátia Ramos | Ndalatando

A população da comuna de Cambondo, município do Golungo-Alto, no Kwanza-Norte, está privada de energia eléctrica e água canalizada há mais de 30 anos, constatou o Jornal de Angola.

Munícipes procuram água todos os dias
Fotografia: Jornal de Angola

A população da comuna de Cambondo, município do Golungo-Alto, no Kwanza-Norte, está privada de energia eléctrica e água canalizada há mais de 30 anos, constatou o Jornal de Angola.
A vila de Cambondo dispõe apenas de um gerador de 16 KVA, que regularmente apresenta avarias. Além disso, o aparelho possui uma reduzida capacidade para satisfazer a procura dos consumidores.
No entanto, no âmbito dos esforços para minimizar os problemas que a população enfrenta, a comuna de Cambondo vai passar a ter água potável a partir de Novembro, garantiu, na quarta-feira, o administrador comunal. Adelino Segunda disse que seis chafarizes – cinco novos e um reabilitado – já estão prontos para abastecer os perto de 1.850 habitantes da comuna, na sua maioria agricultores e caçadores.
O encarregado geral da empresa executora dos trabalhos de fornecimento de água, Elias Domingos, afirmou estar já instalado o sistema de captação e distribuição, faltando apenas a colocação da electrobomba, que vai retirar o produto do rio Luinha para o reservatório principal, com capacidade de armazenamento de 1.500 mililitros.
O responsável falou ainda da existência de oito furos de água subterrânea que abastecerão as aldeias limítrofes da sede comunal, perfurados no âmbito do programa “Água para Todos”.
Elias Domingos salientou que a comuna do Cambondo se debate com graves problemas de falta de um sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável, mas estão a ser envidados todos os esforços no sentido de se resolver a situação no mais curto prazo.
A  empresa executora dos trabalhos de fornecimento de água está a proceder também à manutenção e à limpeza dos furos, muitos dos quais deteriorados e inoperantes, para que se melhore a distribuição do produto aos habitantes.

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