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Camponeses da província expõem potencial agrícola

Marcelo Manuel | Ndalatando

O vice-governador do Cuanza Norte para o sector Político e Social, José Alberto Kipungo, apontou ontem em Ndalatando, durante a abertura da primeira feira agro-pecuária, a localização geográfica, fertilidade dos solos e potencial hídrico da região como factores cruciais para uma produção agrícola massiva e diversificada.

Fruta foi um dos produtos mais vendidos
Fotografia: Francisco Bernardo

O evento, que termina hoje, decorre no centro cultural Alda Lara, em Ndalatando, com um total de 50 expositores, provenientes de vários municípios da província, que vendem essencialmente hortaliças, frutas, citrinos, leguminosas e tubérculos, a par de animais de pequeno e médio porte, como galinhas, cabritos e porcos.
De acordo com o governante, os investimentos aplicados no sector pelo Estado e empresários privados, nos últimos tempos, garantem o aumento gradual da produção, assegurando bases sólidas para a expansão e diversificação da agricultura.
José Alberto Kipungo ressaltou a necessidade do engajamento das entidades públicas e privadas para o desenvolvimento do sector, contribuindo para a implantação de indústrias de transformação, ligadas ao ramo da agro-pecuária, como contribuição da província para a diversificação da economia nacional.
O director provincial da Agricultura, Humberto Mesquita, frisou que a agro-pecuária joga um papel fundamental na economia da província, principalmente no que toca à sua diversificação, no quadro da estratégia do governo, por forma a rentabilizar os sectores produtivos não petrolíferos.
Alberto Miúdo, produtor do município de Cambambe associado à cooperativa agrícola “Mãos Largas”, que existe há mais de oito anos, disse que a feira proporciona a realização de negócios e a troca de experiências entre os participantes. Ele e mais 24 colegas trouxeram para a feira produtos diversos, como manga, cebola, pimento, banana e gindungo.
No presente ano, a cooperativa produziu mais de 100 toneladas de produtos diversos, mas encontra dificuldades para escoá-los, tendo em conta que a via de acesso à localidade de Cambambe, situada a mais de 25 quilómetros da estrada nacional 230-A, está em péssimo estado.
Alberto Miúdo aponta ainda a falta de crédito bancário como um factor condicionante da actividade agrícola. “O nosso maior problema é a falta do acesso ao crédito bancário, pois este facto condiciona a compra de tractores e carros para a lavoura e transporte dos mantimentos, o que também influencia negativamente na contratação de mais pessoal e pagamento adequado e atempado”, disse.

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