Províncias

Candidatos buscam vagas no Cuanza Norte

Kátia Ramos, Kayila Silvina e Solange da Silva| Ndalatando

Vários candidatos ao ensino superior estão a deixar a capital do país, Luanda, nos últimos dias, para conseguir vagas nas escolas deste nível no Cuanza Norte, por encontrarem ali maiores possibilidades de ingresso, constatou quinta-feira o Jornal de Angola.

Muitos jovens deixam as suas zonas de origem para dar continuidade aos estudos
Fotografia: Nilo Mateus| Ndalatando

A deslocação de alunos que terminaram o segundo ciclo do ensino secundário e pré-universitário a Ndalatando, no Cuanza Norte, é motivada pelas grandes enchentes que se registam nas instituições públicas, durante o processo de inscrições, em Luanda, onde as vagas são escassas.
No Cuanza Norte, o ensino superior tem registado nos últimos tempos um crescimento considerável, quer em termos de infra-estruturas para acolher as aulas e novos cursos, quer de estudantes. Esta situação tem influenciado que muita gente deixe as suas zonas de residência para prosseguir os estudos em Ndalatando.
Os estudantes Marildo José e Onésimo Paulo deixaram Luanda, suas famílias e amigos para se inscreverem na Universidade Kimpa Vita.
Neste momento, os dois estão apenas à espera do momento para a prova de admissão.
O jovem Marildo José afirma que estudar em Luanda não está fácil, depois do aluno terminar o ensino médio.
“São muitos candidatos para o ensino superior e as vagas limitadas”, lamenta. Para os que possuem alguma condição financeira, a solução tem sido as universidades e institutos de ensino superior privados, onde as propinas mensais vão dos 20 aos 35 mil kwanzas.
Quando esta via se torne impossível, principalmente, para os que pertencem a famílias de baixa renda, o caminho tem sido a realização de vários cursos básicos e técnicos profissionais, enquanto se espera por nova tentativa no ano seguinte numa instituição pública.
Natural de Ndalatando, de onde saiu com 14 anos, para fazer o ensino médio em Luanda, Marildo José espera ser um dos apurados para frequentar a universidade e dar continuidade aos estudos.
Neste momento, o jovem dedica-se à pesquisa, para aumentar os argumentos que convençam os júris que vão decidir quem fica na instituição.
“Regressei e inscrevi-me para o curso de Administração Pública e creio que aqui há maiores probabilidades de ser aceite, uma vez que o número de estudantes não se compara ao de Luanda”, disse confiante.
A história de Marildo é bem parecida com a de Onésimo Paulo. Também natural do Cuanza Norte, o jovem tinha estado durante anos em Luanda, para frequentar o ensino médio. Agora, na Universidade Kimpa Vita, tenta a sua sorte para prosseguir os estudos.

Tempo

Multimédia