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Casos da doença e mortes diminuíram

Manuel Fontoura | Ndalatando

As autoridades sanitárias da província do Kwanza-Norte intensificam as medidas de biossegurança em toda a região com o objectivo de reduzir cada vez mais a incidência de casos de malária, afirmou em Ndalatando, o supervisor provincial, Gonçalo João Tandala.

Autoridades levam a cabo medidas de sensibilização e mobilização da população para a mudança de atitude além da luta contra o mosquito
Fotografia: Manuel Fontoura

As autoridades sanitárias da província do Kwanza-Norte intensificam as medidas de biossegurança em toda a região com o objectivo de reduzir cada vez mais a incidência de casos de malária, afirmou em Ndalatando, o supervisor provincial, Gonçalo João Tandala.
“Estão a ser tomadas medidas de sensibilização e mobilização da população para a mudança do conhecimento, atitude, práticas, medo e crença sobre a malária, além da luta contra o mosquito, levada a cabo pelo Programa Nacional do Controlo da Malária com assessoria da Cooperação Cubana, Cruz Vermelha e o Gabinete Provincial de Promoção de Saúde.
De acordo com o supervisor provincial da Malária, Gonçalo João Tandala, com estas medidas notam-se avanços significativos na redução de casos de Malária e de óbitos, sobretudo as mortes maternas que já não se fazem sentir na província do Kwanza-Norte há mais de dois anos.
O projecto do Fundo Global permitiu igualmente a expansão do uso do medicamento Coartem nas unidades sanitárias, que resultou positivamente no manejo de casos de malária. Para o supervisor provincial do Kwanza-Norte da malária, Gonçalo, dada a sua alta eficácia terapêutica, o Coartem contribuiu em grande medida para a redução das complicações e a diminuição de casos graves nos hospitais. No Kwanza-Norte é notória uma mudança de comportamento por parte das populações quanto à malária, através da redução do contacto com o vector, com o uso de mosquiteiros impregnados, prevenção da mulher grávida através do Tratamento Intermitente Preventivo (TIP) e o tratamento de casos nas unidades sanitárias da província.
Os municípios de Cazengo, Cambambe, Lucala, Golungo Alto e Ambaca são os que registam maior número de casos de malária devido à situação ecológica que permite o aumento da população do mosquito ransmissor da doença. No Kwanza-Norte, nos últimos três anos, foram registados 73 mil casos clínicos com uma mortalidade que varia de 0,2 a 0,4 por cento. Durante o terceiro trimestre deste ano não se registou nenhum óbito materno.
De acordo com o supervisor provincial da Malária, o reduzido número de casos de óbitos, tem a ver com as acções integradas que estão a se levadas a cabo desde a prevenção, até ao manejo de casos com a poio do governo local e seus parceiros. Gonçalo João Tandala disse que para se ter uma ideia do grau de redução da malária na província, nos seis primeiros meses deste ano houve 14.374 pessoas com malária e apenas 40 óbitos.
No ano todo de 2011, registaram-se 61.236 casos, com 250 óbitos. A província dispõe de fármacos em abundância e há vários anos que não se registam roturas de stocks.

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