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Casos de mortalidade infantil estão a aumentar na província

André Brandão | Ndalatando

O número de mortes infantis aumentou entre Janeiro e Outubro, em relação a idêntico período do ano anterior, no Kwanza-Norte, de 282 para 516 em cada cem mil nascidos vivos, disse na quarta-feira o director Provincial da Saúde.

Autoridades sanitárias da província estão preocupadas com o elevado índice de mortalidade
Fotografia: André Brandão | Kwanza Norte

Manuel Varela acrescentou, durante uma conferência dos Comités de Mortalidade Materna realizada em Ndalatando, que também a morte de parturientes registou um ligeiro aumento, de 14 para 17, durante o mesmo período.
Em 2011, prosseguiu, houve 17 falecimentos de mulheres e  302 mortes em 100 mil nascidos vivos.
As hemorragias, a pré-eclampsia e eclampsia, assim como a hepatite e a malária são apontados como factores que têm provocado as mortes maternas, uma situação que para ser alterada exige um redobrar de atenção nos trabalhos de  parto e pós parto, salientou Manuel Varela.
Além disso, propôs a realização de encontros regulares sobre esta matéria, durante os quais as discussões sejam feitas com franqueza, frontalidade e transparência. Só desta forma, sublinhou, é possível saber as reais causas das mortes e a correção das anormalidades que ainda se registam.
“Devemos assumir este compromisso, tendo em vista a salvaguarda da vida das pessoas. A elevada mortalidade infantil representa uma fraqueza para a economia do país e, ao mesmo tempo, um factor inibidor do desenvolvimento sustentável”, assinalou.

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