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Casos de paludismo registam baixa

André Brandão |Ndalatando

As autoridades sanitárias da província do  Kwanza-Norte a­nunciaram ontem, em Ndalatando, que os casos de malária na província registaram uma redução na ordem dos 70 por cento, durante o ano passado.

Campanhas de sensibilização junto das comunidades ajudam na luta contra a malária
Fotografia: Jornal de Angola

As autoridades sanitárias da província do  Kwanza-Norte a­nunciaram ontem, em Ndalatando, que os casos de malária na província registaram uma redução na ordem dos 70 por cento, durante o ano passado.
A percentagem, que é comparada com os registos do ano anterior, revela que o Programa de Educação para a Saúde contribuiu para estes resultados positivos porque a maior parte da população aderiu aos  serviços médicos.
O oficial provincial do Programa de Luta contra a Malária pelo Fundo Global das Nações Unidas, Manuel Estêvão, informou que,  actualmente, o cidadão conhece melhor os sinais da doença e tem acesso com facilidade à assistência sanitária.
Manuel Estêvão acrescentou que o desenvolvimento do Programa de Educação para a Saúde veio dar outra dinâmica na sensibilização das comunidades, o que ajudou a população a detectar os sinais do paludismo e a procurar cada vez assistência médica nos postos de saúde mais próximos.
Para o funcionamento eficaz do programa, Manuel Estêvão disse que é necessário afinar mecanismos que reforcem as institucionais sanitárias, principalmente no que toca à prevenção, tratamento intermitente e preventivo da malária.
A redução de casos de morte por malária passa igualmente pela parceria entre o Governo Provincial, a Consaúde e a Cooperação Cubana, que apostam  no combate ao mosquito que transmite a doença, através da fumigação inter e extra domiciliar, além do projecto de luta anti larval.
O oficial do Fundo Global referiu que, em 2007, os municípios de Cazengo, Golungo Alto, Samba Cajú e Ambaca realizaram prospecções que resultaram numa densidade que variava entre 12 e 18 mosquitos por cada quarto.
“Um mosquito Anopheles pode infectar  30 pessoas”, rematou o oficial provincial do Programa de Luta contra a Malária pelo Fundo Global das Nações Unidas.

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