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Catome precisa de médicos

André Brandão | Ndalatando

O director do hospital do Catome de Baixo, município de Cazengo, José Martins, reconheceu, ontem, a insuficiência de médicos e enfermeiros, falta de formação contínua dos funcionários e a pouca humanização no atendimento dos pacientes por parte de alguns enfermeiros.

Centenas de pacientes são atendidos diariamente na unidade sanitária do Cazengo
Fotografia: Jornal de Angola

O director do hospital do Catome de Baixo, município de Cazengo, José Martins, reconheceu, ontem, a insuficiência de médicos e enfermeiros, falta de formação contínua dos funcionários e a pouca humanização no atendimento dos pacientes por parte de alguns enfermeiros.
José Martins referiu que o hospital, inaugurado em 2009, precisa de pelo menos mais 50 enfermeiros, para corresponder à procura de pacientes. “Começámos com um médico, hoje estamos com dez, mas o que nos preocupa é o reduzido número de técnicos de saúde, pois só temos 80 enfermeiros”, explicou.
Mostrando-se preocupado com a falta de “humanização” no atendimento dos pacientes que procuram estes serviços, disse que alguns trabalhadores são apontados como maus servidores da população.
O médico adiantou que, no âmbito do programa de melhoria dos serviços de saúde às populações, a direcção do hospital está a trabalhar num projecto que será desenvolvido no final do mês, para melhorar o intercâmbio entre os técnicos de saúde e a população. O hospital municipal de Cazengo atende, em média, 200 pacientes todos os dias, acometidos, sobretudo, pela malária e doenças diarreicas e respiratórias. Actualmente, trabalha com um médico permanente durante 24 horas no banco de urgência e os casos mais graves para os quais o hospital não está preparado são encaminhados para o hospital central do Kwanza-Norte.
Para José Martins, a sua instituição está preparada para proporcionar melhores serviços aos doentes. “Nós aferirmos os nossos serviços em função da procura e se no início o hospital municipal tinha uma média muita baixa de consultas, hoje, de segunda a quarta-  feira, todo o corpo clínico tem de estar preparado para poder dar conta da avalanche”.
O hospital municipal do Cazengo possui uma farmácia que fornece gratuitamente medicamento aos doentes, serviços de laboratório, Raio X, banco de urgência, consultas externa e pré-natais, medicina externa, pediatria, cozinha, lavandaria, morgue para 12 mortos e um serviço de transportes de doentes. Tem capacidade para internar 80 pacientes.

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