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Cemitério em reabilitação

Manuel Fontoura e André Brandão | Ndalatando

A falta de condições para se efectuar enterros condignos em Ndalatando, Cuanza Norte, deixa de ser um problema dentro pouco tempo, com a reabilitação do Cemitério de Catome de Cima.

Espaço está a ser vedado para evitar que as pessoas circulem livremente
Fotografia: Mota Ambrósio

O Cemitério de Catome, antes sem vedação, permitia a passagem de pessoas, sobretudo camponeses, visto estar próximo de uma zona de produção agrícola. A Administração do Cazengo vedou o espaço e construiu uma capela.
A construção do Cemitério de Catome de Cima acabou com a deposição de mais de um corpo na mesma campa, como acontecia no Cemitério Municipal, encerrado há mais de dez anos.
O chefe de departamento para a área de Acção Cultural e Artes, Marcos Jerónimo, disse que algumas pessoas teimam em efectuar enterros em cemitérios encerrados que estão perto das suas zonas habitacionais. "Algumas pessoas entendem que devem fazer enterros em qualquer local. Achamos que é tempo de se mudar esta mentalidade. É necessário que tenhamos algum cuidado em relação aos locais onde descansam os nossos entes queridos", referiu.
Muitos cemitérios espalhados por alguns bairros da periferia da ciade de Ndaltando estão encerrados, como os do Tenga, Kitata e Posse Kilamba.
O Cemitério do bairro Catome de Cima é o único que está habilitado para receber funerais, mas a população insiste em fazê-los naqueles que Administração encerrou por falta de condições.
O padre Bernardo Duchene disse que os Cemitérios de Ndalatando são vandalizados, com destruição de campas e consumo de bebidas alcoólicas por parte de alguns munícipes. O padre manifestou a sua profunda indignação e apelou às pessoas a pautarem por uma conduta responsável e a respeitarem os locais sagrados.
Algumas pessoas mantêm o hábito de ter cemitérios familiares próximo das suas residências.

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