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Centenas de novos alunos são matriculados na região

Marcelo Manuel | Ndalatando

A Universidade Kimpa Vita, que compreende a VII região académica (Uíge e Cuanza Norte), conta no presente ano académico com 1.689 novos estudantes, admitidos através da realização de 3.579 testes, o que corresponde a uma taxa de ingresso na ordem dos 47 por cento.

Universidade tem cada vez mais estudantes
Fotografia: Nilo Mateus| Ndalatando

Os dados foram revelados, na cidade de Ndalatando (Cuanza Norte), pelo Reitor da Universidade Kimpa Vita, Carlos Diakanambua, durante a cerimónia regional de abertura do ano académico 2014, na qual avançou a existência de cursos em vários ramos da Pedagogia, Análises Clínicas, Informática, Contabilidade, Enfermagem e Administração Pública.
Para cada vaga existente concorreram 252 candidatos, situação que levou a apelar às estruturas centrais e provinciais no sentido de maior engajamento para o aumento de salas de aulas, cursos e docentes e número de vagas anuais.
No presente ano académico existem 136 docentes para um universo de 6.253 alunos, revelou, adiantando que 13 por cento dos professores nacionais frequentam cursos de pós-graduação em mestrados e doutoramentos em Portugal, França, Paraguai, Argentina e Cuba.
A Universidade tem quatro bibliotecas, dez laboratórios, dos quais seis em pleno funcionamento, e duas salas de vídeo conferências.
 
Investigação Científica

No domínio da Investigação Científica a Universidade Kimpa Vita trabalha na elaboração de um projecto que visa a criação de um jardim botânico, que vai ocupar uma superfície de 73 hectares, cujo objectivo é a criação de um herbário da flora regional de renome mundial.
O projecto tem também como propósito investigar e cultivar plantas medicinais regionais e comerciáveis e até ao momento já foram colectadas e identificadas cerca de 150 espécies botânicas, registadas num banco de dados, criado pela instituição.
Carlos Diakanamua sublinhou ainda a existência de um programa para a criação de uma fazenda experimental, onde se augura o desenvolvimento de actividades a­gro-pecuárias e um Centro de Investigação em Saúde Humanitária que se vai dedicar aos estudos de doenças tropicais e regionais.
Especial atenção é também dedicada à criação de projectos para a gestão de pequenas centrais hidro-eléctricas, para o abastecimento de água potável no meio rural, a par dos estudos na área de defesa das florestas e criação de base de dados das espécies de peixe e mamíferos fluviais, em zonas agro-ecológicas, concluiu.

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