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Central de captação em construção no Bolongongo

Manuel Fontoura| Ndalatando

Uma nova central de captação, tratamento e distribuição de água potável começa a ser construída dentro deste mês, a partir do rio Cual, município de Bolongongo, Kwanza-Norte.

População de Bolongongo e arredores deixa de percorrer longas distâncias e de contrair doenças causadas pelo consumo de água imprópria
Fotografia: JA

O sistema vai contribuir para reforçar o fornecimento de água potável a mais de seis mil habitantes daquela localidade da província do Kwanza-Norte.
Para constatar os trabalhos efectuados no terreno, o vice-governador do Kwanza-Norte para o sector político e social, José Alberto Kipungo, visitou o estaleiro da empresa construtora, para receber explicações técnicas do projecto.
O responsável reuniu-se com as autoridades municipais de Bolongongo, no sentido de apresentar subsídios relacionados ao projecto da central de captação de água, que será construída nas margens do rio Cual, dois quilómetros da vila municipal de Bolongongo.
As obras de construção da nova central são financiadas pela linha de crédito chinês, em parceria com o Governo angolano, disse o chefe de departamento provincial de Águas, Silvestre Zangue.
O responsável salientou que a central de captação e distribuição de água vai dispor de capacidade para bombear 100 litros de água por dia, para cada um dos 6.000 habitantes do município.
O empreendimento, que vai dispor ainda de dois tanques de armazenamento, possuirá equipamentos de apoio, como geradores, bombas de água e área de tratamento de resíduos.
Em tempos, o Bolongongo era abastecido pelo município de Quiculungo, por sistema de gravidade, numa distância de 11 quilómetros. Actualmente, com o crescimento populacional das duas localidades, perdeu-se a capacidade para atender as duas zonas.
Em função disso, explicou o responsável, surgiu a necessidade de se captar água a partir do rio Cual, com maior caudal.
Silvestre Zangue salientou que, neste momento, estão a ser feitos os desenhos técnicos, colocação do estaleiro, para além de já estarem instaladas as linhas dos perfis.
Explicou que se trata de um projecto faseado, que está a ser implementado igualmente em Dange-Ya-Menha, Caxissa, KM-34 e Zenza do Itombe (Cambambe), além da sede do município de Ngonguembo e na comuna de Quiquiemba. O projecto, referiu, contempla igualmente a construção de dois reservatórios, distribuídos entre o centro da vila e uma área onde estão a ser construídas 200 casas. A par da água potável, uma das grandes preocupações da população de Bolongongo tem a ver com a instalação de uma bomba de combustível, a cerca de 100 metros do rio, onde vai estar a conduta.
Silvestre Zangue explicou que, durante a construção das bombas de combustíveis, por norma são feitas bacias de retenção, para que os dejectos de combustíveis não contaminem a natureza, particularmente a água dos rios. Garantiu que “todas as precauções estão a ser feitas para que não haja riscos no futuro, quanto ao abastecimento da água no Bolongongo e noutras localidades”.
O administrador municipal de Bolongongo, Daniel Passala Velho, salientou que a construção do novo sistema de captação vai substituir o antigo, que existe desde 1958, e apresenta-se em estado avançado de degradação.Realçou que a estratégia de inclusão de um novo sistema de água, para mais de 6000 habitantes, vai ainda resolver problemas com a agricultura e construção, entre outros sectores.
Daniel Passala Velho espera que as comunidades ultrapassem as suspeitas, por questões tradicionais, da água que vão receber, nos próximos tempos.

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