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Centro de hemoterapia precisa de sangue

Kátia Ramos| Ndalatando

O bloco de hemoterapia do Hospital Provincial do Kwanza-Norte está em ruptura de sangue há mais de 70 dias, lamentou no sábado o responsável daquela instituição.

Centro de sangue tem enfrentado dificuldades para dar resposta aos casos que surgem
Fotografia: Jornal de Angola

Moisés Kussevi disse que a falta de stock de sangue se deve à fraca adesão de dadores voluntários, o que dificulta o atendimento de casos que exijam transfusões urgentes. Os antigos cinco dadores voluntários permanentes, com os quais a direcção sempre contou, também deixaram de apoiar o hospital, por razões não referidas pelo responsável provincial.
A falta de sangue tem sido uma grande preocupação das autoridades, uma vez que a procura de pacientes aumentou de forma considerável. Em função disso, defendeu a criação de mecanismos que visem ultrapassar de forma urgente esta situação
A direcção do hospital tem sensibilizado os familiares dos pacientes com necessidade de uma transfusão a comparticiparem com doações e, nalguns casos, chega-se a pagar entre oito e dez mil kwanzas para que jovens dêem sangue.
Moisés Kussevi assegurou que as condições de armazenamento de sangue estão criadas, o que falta é a participação da sociedade no apoio incondicional ao centro de hemoterapia, para se continuar a ajudar a salvar vidas.
As poucas campanhas de sensibilização que a direcção tem estado a realizar ainda são poucas para dar resposta às grandes necessidades dos pacientes. “Esta situação agrava-se porque os potenciais dadores se recusam a dar sangue, sem qualquer estímulo financeiro”, lamentou o responsável.
A nível da província do Kwanza-Norte, apenas cinco municípios possuem banco de sangue, designadamente o hospital provincial de Cazengo, e os municipais de Ambaca, Lucala, Cambembe e Golungo Alto, que também têm problemas de carência de sangue, por falta de dadores voluntários.
Além disso, o centro de hemoterapia do Hospital Provincial do Kwanza-Norte precisa de pelo menos 20 novos técnicos, para que se  reforce o seu quadro de pessoal e melhorar o atendimento aos pacientes que ali acorrem.
O centro funciona actualmente com dez técnicos, número considerado insuficiente, sendo necessário, igualmente, o reforço em médicos, técnicos médios e básicos.
Os responsáveis da unidade esperam que as autoridades provinciais intervenham na resolução desta problema, ajudando na mobilização de meios que facilitem a obtenção de mais dadores de sangue, quer a nível do centro, quer de outras instituição sanitárias locais.

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