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Centro de produção da TPA começa a funcionar em breve

Manuel Fontoura| Ndalatando

O centro de produção da direcção da Televisão Pública de Angola (TPA), no Kwanza-Norte, começa a funcionar nos próximos dias, revelou, na quarta-feira, ao Jornal de Angola, o director provincial da Comunicação Social.

Foram adquiridos meios técnicos que permitem a conexão directa com Luanda
Fotografia: Jornal de Angola

O centro de produção da direcção da Televisão Pública de Angola (TPA), no Kwanza-Norte, começa a funcionar nos próximos dias, revelou, na quarta-feira, ao Jornal de Angola, o director provincial da Comunicação Social.
Miguel Manuel disse que se encontra já em Luanda o carro móvel, adquirido pelo governo provincial, equipado com meios técnicos, que permitem a conexão directa do Kwanza-Norte com o resto do país e com o estrangeiro.
O governo da província adquiriu também quatro câmaras de filmar que, referiu, associados a outros meios, vão permitir coberturas em todo Kwanza-Norte.
Miguel Manuel disse que estão a ser desenvolvidos esforços para a realização de um concurso provincial de jornalismo.
A direcção provincial da comunicação social, declarou, está a criar condições para reunir com todos os profissionais do sector para se fazer uma abordagem mais apurada sobre o assunto, principalmente com o objectivo de encontrar a melhor forma de concretizar o projecto. A formação de quadros, referiu, é também um dos pontos fulcrais da acção do sector do Ministério da Comunicação Social.
“Este é um processo contínuo, que iniciamos há anos e não vamos esquecer, assim como temos sempre presente o aspecto da renovação dos meios a utilizar pelos órgãos de comunicação”, garantiu.
Seminários regionais são outra aposta do sector. O último ­realizou-se, no final do ano passado, em Malange, com a participação de profissionais da província anfitriã e do Kwanza-Norte, Lunda-Norte e da Lunda-Sul.
O Ministério, lembrou, convidou para o seminário, através do Centro de Formação de Jornalistas, vários profissionais e professores.
“Para se lidar com matérias sensíveis, como comunicar e fazer notícias sob diversos ângulos da vida, é preciso muita competência para se garantir que não se roçam as margens do excesso, conservando sempre a dignidade das pessoas e das instituições”, ressaltou.
 
Dificuldades do sector
 
A falta de meios de transporte, acentuou Miguel Manuel, é das principais dificuldades do sector da comunicação social na província, tal como as infra-estruturas básicas desfeitas e algumas sem manutenção há anos, como as estradas, o que dificulta a deslocação das equipas de reportagem.
O director provincial reiterou a necessidade do sector estar dotado de viaturas capazes de suportar o tipo de estradas da província para se poder fazer uma cobertura noticiosa mais ampla do Kwanza-Norte.
Miguel Gaspar disse que a Rádio Cambambe se debate, por exemplo, com problemas de instalações próprias e condignas, pois funciona numa casa emprestada, cujo proprietário a quer de volta. A direcção provincial da Comunicação Social continua a encetar contactos com a direcção-geral da Rádio Nacional, no sentido de se arranjar uma solução para Cambambe ter uma estação radiofónica que confira maior dignidade aos profissionais e ao próprio município. No Golungo Alto e em Ambaca, lamentou, os edifícios onde funcionam as rádios estão em péssimas condições e mal equipados.
Mais públicos O material produzido pelos profissionais dos diferentes órgãos da comunicação social do país e da província, em particular, afirmou, são, cada vez mais, consumidos no Kwanza-Norte, congratulou-se Miguel Manuel.
Esta situação, frisou, é consequência da expansão dos sinais da rádio e de televisão estatais e do Jornal de Angola em todas as sedes municipais. Em termos de expansão e desenvolvimento dos vários órgãos de comunicação no Kwanza-Norte, considerou que o ano passado foi positivo, graças, em parte, à disponibilidade do governo provincial e à vontade de fazer as coisas da parte das pessoas ligadas ao sector. Com a circulação normal do Jornal de Angola, disse, a província conquistou mais leitores que se interessam pelos seus vários conteúdos.
Relativamente à Angop, disse que “por ter um aspecto mais específico, em que tem de ser visto nos portais da Internet, nem todas as sedes municipais são contempladas”.
Mas, declarou, com a colocação de cabos de fibra óptica para a instalação do sinal de Internet em banda larga em todo o país, acredita-se que, brevemente, este serviço está ao dispor de todos.Todas as sedes municipais têm emissores da TPA à volta dos 35 quilómetros quadrados. Consequentemente, disse, as comunas e aldeias localizadas dentro daquele espaço têm emissão.
Miguel Manuel reconheceu que se observam pequenos problemas de correcção em algumas zonas, mas, garantiu, a situação está a ser revista.
Quanto a rádio, precisou que há, sensivelmente, três meses foram expandidos sinais de reposição nos municípios de Quiculungo, Banga, Samba Cajú, Golungo Alto e Ambaca.
O que acontece, disse, é que a potência não permite a captação do sinal da Rádio Kwanza-Norte, pelo que nestas paragens ouve-se apenas o canal A da Rádio Nacional de Angola.
“As pessoas desejam ouvir a rádio local, que tem muito mais a ver com elas e por isso está a ser feito tudo para o sinal da estação provincial chegar a todas as sedes municipais”, disse.

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