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Centro de saúde da Banga passa a hospital

Marcelo Manuel | Banga

O centro de saúde do município da Banga, no Kwanza-Norte, com quatro enfermarias de internamento, está a ser reabilitado e ampliada para ser elevado à categoria de hospital, soube o jornal de Angola de fonte oficial.  

Governador Henrique Júnior (ao centro) constatou que as obras de expansão do até agora maior centro da comuna caminham a bom ritmo
Fotografia: Marcelo Manuel| Banga

O centro de saúde do município da Banga, no Kwanza-Norte, com quatro enfermarias de internamento, está a ser reabilitado e ampliada para ser elevado à categoria de hospital, soube o jornal de Angola de fonte oficial.  
O governador da província, Henrique Júnior, que visitou a unidade sanitária, constatou que as obras de expansão do até agora maior centro médico da Banga decorrem num perímetro de 400 metros quadrados, onde estão a ser erguidas dependências para albergar os novos serviços de análises clínicas, maternidade com um berçário, sala de parto, farmácia, enfermarias para internamento e espaços de apoio.
As obras começaram em Abril e devem ficar concluídas em Março de 2012. A ampliação do centro é vista pelos habitantes da Banga e arredores como um avanço importante, porque vai evitar que os doentes percorram longas distâncias para terem acesso à assistência médica e medicamentosa.
“Estamos satisfeitos com a ampliação do nosso centro de saúde porque agora já não temos de gastar dinheiro para ir a Ndalatando”, disse Ana Kulandissa, residente num dos bairros da Banga. 

Administração
constrói casas 

Casas sociais estão a ser erguidas na vila da Banga para acolher quadros e técnicos. Entre os imóveis em construção está a futura sede da Administração Municipal, casas para o administrador e o seu adjunto, comandante e segundo comandante da Policia Nacional e uma casa protocolar.
 O empreiteiro da obra, Fernando Carvalho, explicou que as obras começaram em Maio e devem durar oito meses, com o envolvimento de 29 operários. Paralelamente às obras, duas casas gémeas com três quartos recebem os últimos acabamentos para receber os técnicos da saúde e educação.
A população da sede e arredores da comuna da Aldeia Nova, situada a 18 quilómetros da vila da Banga tem, pela primeira vez, iluminação pública, com 78 candeeiros, e domiciliar fornecida por um grupo gerador com capacidade de 80 KV.
 Segundo o administrador comunal, Venâncio Adolfo, a obra ficou concluída durante o primeiro trimestre deste ano e consta do        Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza.
 Os serviços de ligação às casas vão continuar em função do estado de conservação da instalação eléctrica, disse Venâncio Adolfo, referindo que foram tomadas medidas de precaução   para evitar problemas na rede  interna de fornecimento e no grupo gerador, provocadas pelas        velhas ligações. Mas até agora 15 casas têm energia eléctrica.
Uma das preocupações da         comunidade, segundo Venâncio Adolfo, prende-se com o abastecimento de água potável, devido ao mau estado do sistema de bombagem a partir da captação. Lembrou que suporta apenas sete chafarizes em cinco bairros, dos 22 existentes da sede da comuna.
Enquanto decorrem as obras de ampliação do centro de saúde da Banga, dois postos de saúde estão a ser reabilitados, para se juntarem a outros dois já em funcionamento e que são regularmente abastecidos em medicamentos essenciais e servidos por dois enfermeiros.
Os partos são assegurados por 42 parteiras tradicionais que foram treinadas por especialistas da maternidade do Kwanza-Norte, numa acção conjunta entre os ministérios da Saúde e da Família e Promoção da Mulher.
Na educação, há o registo de mais de mil crianças no sistema normal de ensino que estudam em nove escolas, onde leccionam 18 professores. Mas o administrador refere que para cobrir a comuna da Aldeia Nova são necessários mais 50 professores. 
A maioria da população ainda pratica a agricultura de subsistência, “apesar dos cinco hectares lavrados pela Administração Municipal para os camponeses associados onde cultivam mandioca, feijão, milho, batata-doce, amendoim, bananeiras, inhame e abóbora”, referiu Venâncio Adolfo.
A administração local adquiriu dois camiões de sete toneladas cada, para auxiliar os camponeses no escoamento dos produtos do campo para a Banga e daí para os principais pontos de comercialização, como Samba Cajú, Ndalatando e Luanda. Apenas cinco das 11 lojas da Aldeia Nova estão a funcionar na comuna, situação que resulta da falta de incentivos financeiros aos comerciantes.
Venâncio Adolfo disse que a     situação é “preocupante” devido à grande procura, pela população, de produtos essenciais, como óleo, sabão, arroz, petróleo, sal e vestuário. A comuna vai estar ligada por estrada com a província do Bengo e as obras na via já estão em marcha.

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