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Centro regional de combustíveis melhora comercialização de produtos

Silvino Fortunato | Ndalatando

 As obras de construção do centro regional de armazenamento de combustíveis, que decorrem, desde Maio de 2008, na vila do Lucala, Kwanza-Norte, atingiram já a fase de ensaios, com a recepção e distribuição de combustíveis a diversas unidades da provincia.

As obras ainda não estão concluídas mas o centro de armazenamento de combustíveis já recebe e distribui petróleo, gasolina e gasóleo sem quaisquer problemas
Fotografia: Dombele Bernardo

As obras de construção do centro regional de armazenamento de combustíveis, que decorrem, desde Maio de 2008, na vila do Lucala, Kwanza-Norte, atingiram já a fase de ensaios, com a recepção e distribuição de combustíveis a diversas unidades da provincia.
O responsavel pelo sector de distribuição da SONANGOLA Logística, Carlitos Domingos Francisco Neto, disse ao Jornal de Angola que neste momento os reservatórios do empreendimento já recebem e distribuem combustíveis sem quaisquer problemas.
O fim dos trabalhos está muito dependente da conclusão de um ramal da linha férrea de acesso às instalações, que não é da responsabilidade da sua empresa. Algumas coisas que ainda não foram feitas dependem da construção da referida linha, informou a fonte.
Carlitos Domingos Francisco disse estarem a prosseguir com a testagem de alguns equipamentos pela sua complexidade e que a inauguração da mesma estação ainda não está programada.
O centro de armazenamento vai atender as províncias do Uíge e Malange, para além da província do Kwanza-Norte, e está a ser construído num perímetro de 2.184 metros quadrados.
“A unidade está a ser erguida num antigo centro de stockagem que foi destruído pela guerra, em 1992, cujos trabalhos compreenderam  a montagem de uma linha de enchimento destinada a carga e descarga de camiões, uma central de bombagem e um tanque de extinção de incêndios com 170 metros cúbicos de água.
Carlitos Neto, superintendente da Sonangol Logística, disse que na primeira fase das obras colocaram um tanque de prevenção contra produtos contaminados ou de casos de derrame de combustível e  uma  tubulação da ilha de enchimento para os reservatórios, assim como a construção de um refeitório.
Foi feita também a recuperação de três tanques, com capacidades para 60 metros cúbicos de gasolina cada, dois para 203 metros cúbicos de gasóleo e um com 25 metros cúbicos de petróleo iluminante.
Durante a segunda fase das obras foram construídas as instalações para o funcionamento administrativo, uma oficina de manutenção, uma segunda tubagem para descarga de vagões cisternas através de comboios, três outros tanques para 250 metros cúbicos de gasóleo cada e um de petróleo com a mesma quantidade.
Foi também colocado um outro reservatório para 250 metros cúbicos de gasolina e um armazém de enchimento de tambores.
A instalação terá uma capacidade geral para o armazenamento de 1.933 metros cúbicos de combustíveis. Até 1992 o centro, que havia sido destruído, possuía 228 metros cúbicos de gasóleo, 180 de gasolina e 25 de petróleo iluminante.
Expressou satisfação pelo facto dos trabalhos finais decorrerem a bom ritmo. Lamentou porém o facto da empresa construtora ter enfrentado dificuldades que em alguns momentos inviabilizaram o desalfandegamento de algum material no Porto de Luanda, o que também se reflectiu nos atrasos que se verificaram no avanço da obra.
Adiantou que as instalações em construção vão dedicar-se exclusivamente ao armazenamento de combustível “limpo” (petróleo, gasolina e gasóleo) e excluiu o enchimento de gás butano, que antes era também feito nos mesmos reservatórios.
Esclareceu que foi identificado um outro lugar onde posteriormente será erguida uma instalação para enchimento de gás.
O primeiro centro de armazenamento de combustíveis e enchimento de gás butano foi construído em 1957 por uma multinacional britânica ligada à exploração de petróleo, e funcionou até ao ano de 1992.

Perspectivas

Carlitos Neto garantiu a continuidade da intervenção da SONANGOL Logística em acções tendentes ao aumento da disponibilização de combustíveis aos seus clientes. Disse terem já adquirido um espaço para a construção de outras instalações do género.
“Está a ser já providenciado o início da edificação de novas infra-estruturas com maiores capacidades que estas, no bairro Golova, nas imediaçoes da vila de Lucala”.
Estimou que o terreno que lhes foi cedido pela administração municipal de Lucala permite construir um centro com capacidade para armazenar mais de cinco milhões de litros de combustível.
Um outro trabalho que indicou será realizado em breve é a reposição do ramal do caminho de ferro para as instalações, que foi desactivado aquando dos trabalhos de reabilitação do Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL).

Intervenção social

Para além das actividades económicas, a Sonangol tem projectada a construção de uma escola com seis salas para atender crianças de bairros vizinhos do centro de logística.
 A empresa petrolífera vai construir também um quartel de bombeiros na sede municipal do Lucala, que dista 37 quilómetros da cidade de Ndalatando, visando a prevenção e extinção de incêndios na municipalidade.
Especialistas da empresa têm levado já informações às populações de bairros vizinhos sobre matérias ligadas à protecção ambiental, prevenção e combate contra incêndios, saneamento básico e outras de interesse comunitário.
Outras acções sociais em prol das populações residentes no Lucala, principalmente, serão ainda executadas no município, dentro das políticas sociais da empresa, referiu a fonte.
Na vila do Lucala a Sonangol construiu uma bomba de gasolina que atenuou as dificuldades de abastecimento com que se deparavam os populares da localidade, assim como os utentes da estrada nacional número 230 (Luanda/Malanje) e os que utilizam a via que dá acesso à província do Uíge. A unidade, para além da sua actividade normal, possui também uma loja onde se vendem diversos produtos, bebidas, alimentos e outros, possuindo igualmente pontos de ar e água.

Expectativas

Como efeito imediato dos ensaios do centro da Sonangol é o facto das cidades de Ndalatando e do Dondo abastecerem-se com regularidade com os produtos daí retirados.
Apesar dos serviços terem terminado com a frequente escassez de combustíveis que se verificava sobretudo em Ndalatando, os concessionários dos postos de combustíveis, automobilistas e citadinos da cidade de Ndalatando aguardam com expectativa pela inauguração dos tanques de armazenamento dos derivados do petróleo no município de Lucala, apurou o Jornal de Angola.
O concessionário do posto de combustíveis da rotunda Rainha Njinga Mbandi, Eduardo João Miguel, disse que enfrentavam vários constrangimentos quando os produtos eram adquiridos a partir de Luanda. “Agora, com a construção do centro de armazenamento de Lucala, as coisas melhoraram. Mas é bom que avancem para o funcionamento pleno”, disse.
Mostrou-se feliz pelo arranque do funcionamento dos reservatórios de combustíveis de Lucala,um factor que facilitará a transportação dos produtos, a comercialização e vai diminuir a procura. Lucala fica muito próximo de Ndalatando em relação a cidade do Dondo, que dista 69 quilómetros e Luanda 250, disse.
O subgerente do posto do Muembeje, Joaquim Simão Tati, afirmou ter sido bem pensada a projecção do centro de armazenamento do Lucala, que disse ficar a cerca de vinte minutos de Ndalatando. A situação actual (experiência) já está a atenuar falhas no atendimento aos seus clientes, que se verificava anteriormente.
Disse esperar que a inauguração dos tanques do Lucala aumente ainda mais o volume das quantidades do produto.
O automobilista António de Jesus estimou estar a chegar o momento em que ficará descansado para abastecer o seu automóvel sem problemas em ter de cumprir longas filas de espera, como se via antes.

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