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Chuva torrencial fez desabar casas

Marcelo Manuel | Ndalatando

As fortes chuvas que, no fim-de-semana, caíram sobre a cidade de Ndalatando, destruíram 81 casas, deixando o mesmo número de famílias ao relento e sem haveres.

Para além da destruição de moradias as chuvas inundaram hectares de terras aráveis estragando toneladas de produtos agrícolas
Fotografia: Nilo Mateus|Kwanza-Norte

As fortes chuvas que, no fim-de-semana, caíram sobre a cidade de Ndalatando, destruíram 81 casas, deixando o mesmo número de famílias ao relento e sem haveres.
 O relatório síntese das ocorrências, cedido, ao Jornal de Angola, pela Comissão Executiva de Protecção Civil do Kwanza-Norte, refere que os bairros mais afectados são os da Estação, ainda submerso, onde 42 casas foram destruídas, e os de Hojy-Ya-Henda e Catari, que viram, cada um deles, sete habitações destruídas.  A chuva destruiu também seis casas no bairro da Camundai, quatro no Tiro aos Pratos, três na Posse, Kilamba Kiaxi, Camungo e Kipata.
Nos bairros Embondeiros e Comarca ficaram destruídas quatro casas e nos da Banga, Camabatela e São Felipe, uma em cada um deles.
O documento sublinha que a chuva destruiu 20 metros do muro da penitenciária provincial e uma escola do primeiro ciclo do ensino primário, no bairro dos Embondeiros.

Vítimas foram avisadas

Domingas Manuel, uma das vítimas do bairro Estação, disse que o “cenário devastador” começou por volta das 18h00  “Demos conta que em casa tudo estava a flutuar, perdemos todos os haveres, como panelas, cama, colchão e outras mobílias de casa, não temos para  onde ir e nem sequer tenho dinheiro para alugar uma casa”, disse.
 Madalena Kassafa admitiu que há muito que a direcção provincial de Protecção Civil tinha dito aos moradores da Estação para abandonarem a zona por ser das de maior risco, mas que permaneceram no bairro por não lhes ter sido sugerido um outro local.
 A nossa reportagem apurou que a maior dificuldade das vítimas da chuva é a falta de meios de primeira necessidade e de tendas para se instalarem.

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