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Cidade de Ndalatando produz cada vez mais lixo

Manuel Fontoura| Ndalatando

Mais de 52 toneladas de resíduos sólidos são recolhidas diariamente na cidade de Ndalatando e bairros periféricos pela empresa de saneamento, disse, na sexta-feira, ao nosso jornal, o coordenador da empresa responsável pela operação.

Uma das áreas onde os cidadãos depositam o lixo sem terem em conta os perigos para a saúde humana
Fotografia: Nilo Mateus|Ndalatando

Mais de 52 toneladas de resíduos sólidos são recolhidas diariamente na cidade de Ndalatando e bairros periféricos pela empresa de saneamento, disse, na sexta-feira, ao nosso jornal, o coordenador da empresa responsável pela operação.
As toneladas recolhidas representam um volume de áreas varridas e limpas diariamente de, aproximadamente 14,4 quilómetros, afirmou Carlos Santos.
A operadora, referiu, além de recolher os resíduos sólidos, varre, capina e limpa os sistemas de drenagem.
Ao todo, a empresa dispõe de dez equipas de varredores distribuídas pelas principais ruas do centro da cidade e de oito na periferia.
A quantidade de lixo é determinada pela capacidade dos camiões que o transportam e pelo número de carregamentos que cada um dos veículos efectua diariamente.
O lixo colectado é depositado num aterro cedido pela administração do Cazengo, na zona de Carianga, a cerca de oito quilómetros da cidade.
Esta área, declarou Carlos Santos, está a servir de aterro temporário, pois a administração da empresa estuda pretende encontrar um local definitivo, que possa cumprir com obedeça a normas ambientais.

Lixo hospitalar

Ao todo, disse, lixo hospitalar recolhido e incinerado, diariamente, em Ndalatando, é de cerca de 80 quilos.
Com a entrada em funcionamento do Hospital Municipal do Cazengo e do centro médico do bairro Sassa, as quantidades de lixo hospitalar recolhidos vão aumentar consideravelmente, lembrou Carlos Santos. O lixo recolhido nestes locais também vai ser incinerado, tendo em vistas a saúde pública.
 
Meios e capacidades

A empresa responsável pela recolha de lixos na cidade de Ndalatando e arredores dispõe apenas de quatro camiões, com capacidade para 12 toneladas cada um, dois de quatro metros cúbicos e um basculante, de seis metros cúbicos.
A par desses meios, a operadora trabalha com uma retro escavadora, um tractor de esteira, que opera no aterro, um camião cisterna e outro para a limpeza de fossas.
A empresa adquiriu um novo camião dotado de um sistema que prende melhor os contentores.
Carlos Santos disse que, antes do final do ano, a empresa vai adquirir mais 300, todos contentores plásticos Os novos contentores, afirmou, vão ser usados de acordo com o plano de necessidades que se vai traçar nos próximos dias.
Uma das maiores dificuldades que a operadora enfrenta relaciona-se com o mau estado de muitas ruas devido a obras.

 As doenças do rio Muembeje
 
O rio Muembeje é tido como um dos principais focos transmissores de doenças, como diarreias, shystosomíases e bilharzioses, entre outras, que afectam, principalmente, a pele. Esta situação é provocada pela má utilização do rio por parte da população, que despeja nela o lixo, canaliza os resíduos de casas de banho de residências construídas nas redondezas e pelas inúmeras quantidades de lubrificantes de viaturas deitadas pelos técnicos das oficinas. O rio Muembeje, que ostenta uma beleza natural, corta o centro da cidade em dois, pelo que, no passado, era tido como um dos vários cartões de visita de Ndalatando.
O rio está a ser coberto de pequenas quantidades de lixo e assiste-se a um crescimento acelerado de capim por tudo quanto é canto, o que estreita o seu canal e impossibilita o curso normal das águas.
Para reverter este quadro, a empresa responsável pela recolha dos resíduos sólidos destacou uma equipa que está a capinar e a retirar o lixo para impedir que, neste tempo de chuvas, surjam grandes problemas para os munícipes.
.“Com as chuvas, todo o lixo dos bairros por onde o rio passa vem parar ao centro da cidade, exigi ndo trabalhos que não podem ser feitos manualmente, mas sim com equipamento específico”, disse. Embora esta questão não faça parte do contrato que a empresa tem com o governo provincial, salientou, a empresa decidiu ajudar na resolução do problema que, referiu, no fundo, é algo que vai beneficiar todos.
Carlos Santos garantiu que a empresa está empenhada em conseguir meios para fazer este trabalho, particularmente nas áreas onde existem melhores condições para as máquinas entrarem, uma vez que é impossível atingir todas as zonas por causa das casas construídas na margem do rio.

Recolha porta a porta

A opção pela recolha de lixo porta a porta nos bairros da cidade de Ndalatando, frisou Carlos Santos, está a ter bons resultados, pois os camiões passam pela maioria das ruas a que têm acesso.
 Nas áreas por onde as viaturas não podem passar, a recolha é feita por um funcionário com um carro de mão ou por outro veículo que possa ir buscar o lixo às casas e levá-lo para o camião.
Neste processo de recolha porta a porta, o incumprimento por parte dos populares dos horários estabelecidos para se depositar o lixo nos lugares apropriados é uma das maiores dificuldades da operadora.
Embora o projecto esteja implementado há algum tempo, o responsável disse que actualmente ainda se observam casos de munícipes que continuam a depositar o lixo a qualquer hora do dia e, as vezes, em locais não recomendados.
Apesar das chuvas, afiançou, a empresa vai continuar a trabalhar para que as ruas da cidade de Ndalatando e dos bairros circundantes se mantenham cada vez mais limpas.

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