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Combate à malária reforçado na região

André Brandão

A distribuição de mosquiteiros, a sensibilização da população para aderir aos testes voluntários de paludismo e a fumigação intra e extradomiciliar, com o objectivo de envolver 495.704 cidadãos, dos dez municípios do Cuanza-Norte, constam das prioridades da campanha provincial de combate à malária, aberta sexta-feira, em Ndalatando, pelo vice-governador para o sector Técnico e Infra-estruturas, Mendonça Luís.

Fotografia: Nilo Mateus| Edições Novembro

A campanha, denominada “Cuanza-Norte contra a malária”, visa reduzir a incidência da doença, assim como integrar os programas de saúde pública nas comunidades. O projecto prevê também a mobilização da sociedade para um envolvimento activo na eliminação do vector da malária, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a doença tropical e parasitária que mais problemas sociais e económicos causa no mundo.
A OMS considera que 109 países são endémicos, com 300 a 500 milhões de doentes por ano, onde, no universo de duas mil mortes por ano, 90 por cento é registado em África, uma estatística de mortes apenas vencida pela Sida.
Segundo a administradora municipal de Cazengo, Maria de Lurdes, no primeiro semestre deste ano, o município registou 19.510 casos positivos de malária, que resultaram em 66 óbitos.
Acrescentou que a administração municipal de Cazengo, desde o princípio do ano, tem realizado várias campanhas de saneamento básico, dentro da cidade e em bairros de Ndalatando, visando o combate à malária e outras endemias.   
Segundo Maria de Lurdes, os cidadãos que continuam a deitar lixo no rio Muembeje ou a usá-lo como latrina, bem como os que fazem adobes ao longo das zonas ribeirinhas vão ser punidos. A administradora condenou também o uso dos mosqueteiros para a vedação de hortas e outros fins indevidos.

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