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Combate às doenças respiratórias

Manuel Fontoura | Ndalatando

As doenças respiratórias, com um total de 7.182 casos registados durante o primeiro trimestre deste ano, são a segunda doença entre as crianças com menos de cinco anos na província do Cuanza Norte.

População continua a ser aconselhada a procurar as unidades sanitárias logo após os primeiros sintomas e a evitar a auto-medicação
Fotografia: Nilo Mateus| Ndalatando

A chefe de departamento provincial de Saúde Pública e Controlo de Endemias, Evalina Zangui, disse que os problemas respiratórios constam de uma lista de enfermidades que mais provocam internamentos juntamente com a malária  e as doenças diarreicas agudas.
A médica pediu à população da região para aumentar os cuidados com a doença, tendo em conta que os números de infectados tendem a aumentar durante o período de Cacimbo, estação propícia para a sua propagação. Evalina Zangui sdisse que  o município de Cazengo, sede da província do Cuanza Norte, registou o maior número de casos. 
A chefe de departamento de Saúde Pública e Controlo de Endemias avançou que os factores que contribuem para o surgimento das doenças respiratórias na província do Cuanza Norte são  ambientais, com destaque para o clima frio, uso frequente do ar condicionado, sobretudo devido à mudança ou variação repentina de temperatura.
A médica explicou que grande parte das doenças respiratórias provêm de causas virais, uma vez que são os vírus que mais afectam o aparelho respiratório, principalmente as vias aéreas altas, como a boca, esófago e a laringe.

Medicamentos suficientes

A nível do Cuanza Norte, referiu a chefe de departamento de Saúde Pública e Grandes Endemias, as doenças respiratórias mais frequentes são a gripe, pneumonia, amigalafaringite e orolofaringe.
Evalina Zangui chamou a atenção para os munícipes estarem atentos aos sinais e sintomas relacionados com a doença, tendo destacado a rinorreia (pingo nas narinas), obstrução nasal (nariz entupido) e, em alguns casos, amigdalias faringite (dor na garganta), acompanhada de mal-estar geral e febre. Podem ainda provocar dificuldades respiratórias, febre alta, cansaço e falta de apetite.
Evalina Zangui assegurou haver medicamentos suficientes para o tratamento de todos os casos de doenças respiratórias que surgirem nas unidades hospitalares da província, apesar de algumas dificuldades nos últimos tempos.
A chefe de departamento provincial de Saúde Pública e Controlo de Endemias aconselha a população a procurar as unidades sanitárias e a evitar a auto-medicação.

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