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Comuna da Canhoca precisa de telefonia móvel

Marcelo Manuel | Canhoca

A falta de serviços de telefonia móvel, na comuna da Canhoca, situada a 25 quilómetros de Ndalatando, na província de Kwanza-Norte, está a preocupar a população, entidades tradicionais e administrativas locais.

Com a construção de mais escolas diminui o número de alunos fora do sistema de ensino
Fotografia: Nilo Martins|Canhoca

Por falta de antenas das operadoras telefónicas, os habitantes quando precisam de estabelecer comunicação via telefónica têm de recorrer a lugares com uma certa altitude para facilitar a ligação.
Adão José, um dos moradores da única comuna do município de Cazengo, disse que a situação torna-se difícil quando surgem necessidades urgentes de contactar membros da família que vivam noutras paragens da província ou do país.
O regedor da circunscrição, José Cardoso, frisou que a falta de comunicação telefónica tem dificultado o contacto com as autoridades governamentais, por exemplo.
O administrador comunal da Canhoca, Joaquim Domingos, assegurou que até ao momento foram feitos vários contactos para a resolução do problema, mas as respostas tardam a chegar.
Joaquim Domingos revelou que em Fevereiro passado receberam alguns técnicos da rede móvel (Unitel), que garantiram a existência de estudos de viabilidade para se erguer uma antena nestas paragens, estando-se à espera da materialização deste objectivo.
Noutros sectores, o administrador comunal da Canhoca avançou que as autoridades reabilitaram e ampliaram recentemente seis postos de saúde, com destaque para os de Kissecula e Zavula.O chefe do posto de saúde da Canhoca, Adão Gonga, considerou calma a situação sanitária da região, tendo em conta as poucas ocorrências de casos de enfermidades.
Adão Gonga disse que a unidade sanitária regista em média entre dez e 15 doentes por dia, assolados por malária, doenças respiratórias e diarreicas agudas, as patologias mais frequentes.
Adão Gonga assegurou que o fornecimento de medicamentos é feito trimestralmente, de maneira a debelar as faltas do produto.O chefe do centro avançou que a localidade necessita de mais cinco enfermeiros, para se juntarem aos actuais oito técnicos.
/>O sector da Educação

Em relação ao sector da Educação, o administrador da Canhoca, Joaquim Domingos, revelou a e­xistência na comuna de uma escola com três salas de aulas, que alberga cerca de 500 alunos nos turnos da manhã, tarde e noite.
Joaquim Domingos avançou a construção de outras escolas com quatro salas em Catari, além da reabilitação de mais duas no Tombo-Tombo e Lucala II.
O administrador adiantou que durante o ano em curso trabalhou-se na requalificação de 18 quilómetros da via entre a localidade de Kissecula e Queta.O projecto de construção de 50 casas evolutivas encontra-se na recta final, aguardando-se apenas a compra de um grupo gerador, para a iluminação pública e domiciliar, referiu.A circunscrição conta com o seu primeiro posto de registo civil que tem estado a facilitar o registo de menores e adultos.

Energia e Águas

Joaquim Domingos referiu que os principais aglomerados possuem fontes de abastecimento de água, com maior destaque para as aldeias de Camassai, Kissecula, Catari, Sociedade, Nacio, Sambua, Bandeira e Monte-Belo. A sede comunal, por exemplo, conta com um centro de captação e tratamento de água potável, proveniente do rio Lussue.
O sistema, disse o administrador da Canhoca, possui um tanque de distribuição de 83 mil litros.
Joaquim Domingos destacou a existência de trabalhos de reabilitação e requalificação dos sistemas de água das localidades de Catamba, Cambonda, Protótipo, Tumbinga e Queta.
No entender do responsável comunal, as aldeias da Pedreira, Tentativa, Tombó e Baba vão beneficiar de projectos criados através de furos hertzianos.Quanto à energia, disse que este bem é fornecido por meio de seis grupos geradores, sendo um deles com capacidade de 100 KVA, para garantir luz eléctrica à sede comunal.

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