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Comuna da Cerca conhece dias melhores

Marcelo Manuel |Cerca

A comuna da Cerca, município do Golungo Alto, no Kwanza-Norte, beneficia ao longo deste ano de vários projectos de impacto social e económico, no âmbito da melhoria dos serviços essenciais à população, anunciou o seu administrador.

Várias infra-estruturas de impacto social estão a ser reabilitadas e construídas na região com destaque para hospitais e escolas
Fotografia: Jornal de Angola

A comuna da Cerca, município do Golungo Alto, no Kwanza-Norte, beneficia ao longo deste ano de vários projectos de impacto social e económico, no âmbito da melhoria dos serviços essenciais à população, anunciou o seu administrador.
António Sebastião Neto disse que a aplicação de um sistema de captação e tratamento de água potável, a construção de novo edifício da administração e residências para o administrador e seu adjunto fazem parte das acções desenvolvidas nos últimos meses.
O administrador referiu que os projectos enquadram-se igualmente no Programa do Executivo de melhoria das cidades e vilas do país, visando garantir melhor imagem às comunidades, bem como conferir dignidade e comodidade local aos cidadãos.
O responsável disse que as zonas para as novas construções já estão indicadas, tendo avançado que o projecto de captação e tratamento de água potável é projectado a partir da aldeia de Calunga, a cinco quilómetros da sede municipal.
Com a conclusão do projecto, disse, prevê-se a instalação de vários chafarizes e fontenários a nível da sede comunal, de Banza-Nambua, Cahongole e Quibela.
O administrador comunal garantiu que os planos já estão aprovados e aguarda-se apenas a realização dos respectivos concursos públicos para a consequente adjudicação.
A par dos programas referenciados, aguarda-se igualmente a construção de uma esquadra policial, melhoria das vias de acesso entre a região e as zonas da Beira Alta, em Cambambe, e a comuna de Cambondo, no Golungo-Alto, numa extensão de 180 quilómetros, além da manutenção das picadas internas, segundo o administrador.
António Neto disse que o fornecimento de energia eléctrica é feito por meio de um grupo gerador de 88 KVA, que funciona das 18h00 às 23h00.
O responsável disse que o plano de expansão da rede para as demais aldeias está dependente de um projecto, a ser elaborado pelo governo provincial, com fornecimento garantido pela barragem de Capanda ou de Cambambe.O administrador António Neto precisou que o sector da Educação conheceu melhorias significativas, com a reabilitação de três escolas de carácter definitivo e a construção de mais uma com seis salas.
Estas salas, acrescentou António Neto, vieram juntar-se a outras 13, construídas com material local, e que albergam 870 alunos da iniciação à 8ª classe, com aulas asseguradas por apenas 17 professores.
A comuna da Cerca precisa de mais 40 professores e algumas salas, disse o responsável.
António Neto avançou que o sistema de alfabetização funciona com 11 monitores e um total de 470 alunos, número considerado de insuficiente para atender as 27 aldeias existentes, que albergam 8.050 habitantes.
Para possibilitar maior inserção de alunos ao processo de ensino e aprendizagem,o administrador comunal espera que o número de alfabetizadores conheça um aumento, nos próximos tempos.

Saúde à espera de melhorias

O sector de Saúde funciona com três postos, dos quais dois foram reabilitados e apetrechados recentemente. O posto de saúde da comuna da Cerca, disse o administrador,  tem capacidade para nove camas e quatro berços, contando ainda com um consultório, farmácia, duas enfermarias, área de vacinação, salas de parto, de pós-parto e pré-natal, bem como casas de banho.
O responsável do posto de Saúde, Gil Adriano Mbote, salientou que a frequência de doentes ronda os cinco por dia.
O corpo técnico é composto por uma enfermeira e quatro promotores de saúde em toda a comuna, lamentou o administrador da Cerca.

Situação da agricultura

António Sebastião Neto referiu que a região tem uma terra que favorece a produção de citrinos, abacates, banana, feijão e hortaliças.
O administrador disse que a região não tem tido grandes problemas com o escoamento dos produtos do campo, pelo facto da circunscrição estar localizada muito próxima da estrada, que liga a província do Kwanza-Norte a Luanda.
“Aqui, o comerciante está na estrada e, ao mesmo tempo, na lavra do camponês”, ironizou, para adiantar que, apesar da estiagem verificada durante a passada época agrícola, os cafeicultores colheram e comercializaram cerca de 24 toneladas de café mabuba.
A Cerca é uma das cinco comunas do município do Golungo Alto, situando-se 85 quilómetros a norte de Ndalatando. Com uma população estimada em 8.050 habitantes, a localidade tem uma extensão territorial de 430 quilómetros quadrados.
A comuna faz fronteira a norte com a província do Bengo, a sul com a vila do Golungo Alto, a leste com o município do Ngonguembo e a Oeste com a comuna do Zenza do Itombe.

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