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Comuna do Luinga cresce rumo ao progresso social

Marcelo Manuel | Luinga

A comuna do Luinga, a 35 quilómetros da vila de Camabatela, sede do município de Ambaca, província do Kwanza-Norte, está a renascer das ruínas, rumo ao crescimento e progresso social, devido à reabilitação das suas principais infra-estruturas e a construção de outras.

População do Longa já consome água potável e deixou de recorrer aos rios e cacimbas
Fotografia: Marcelo Manuel|Luinga

A comuna do Luinga, a 35 quilómetros da vila de Camabatela, sede do município de Ambaca, província do Kwanza-Norte, está a renascer das ruínas, rumo ao crescimento e progresso social, devido à reabilitação das suas principais infra-estruturas e a construção de outras.
O administrador comunal do Luinga, Abraão António, afirmou ontem que, durante o terceiro trimestre, a região beneficiou da reabilitação de um posto de saúde, na sede comunal, e de um sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável, no sector do Longa.
Com a expansão dos serviços de saúde, segundo Abraão António, melhorou substancialmente a assistência à população, que deixou de percorrer longas distâncias à procura dos primeiros socorros. 
A localidade, segundo o administrador,  ganhou ainda um sistema de iluminação pública, com uma rede de cerca de 1.500 metros de extensão, suportado por um grupo gerador de 40 KVA, que também fornece energia ao domicílio.
O posto de saúde, disse Abraão António, que prevê consultar diariamente 35 pessoas, possui quatro camas, presta serviços de vacinação, consultas externas, assistência à mulher, diagnósticos do plasmódio, tuberculose e febre tifóide.
O projecto de água do Longa foi concebido para três tanques, dos quais um de captação, um para o armazenamento e outro para a distribuição, com capacidade de 30, 25 e 15 mil metros cúbicos, respectivamente.  O sistema, com uma capacidade de bombagem de 20 metros cúbicos por hora, vai fornecer água a seis chafarizes espalhados pelos três bairros que compõem a sede do sector, com benefício para cerca de 1.200 pessoas.
O novo sistema de água potável, inaugurado pelo administrador local, Rank Frank, mereceu aplausos dos habitantes locais.
Abraão António sublinhou que existem 20 escolas, das quais cinco de carácter definitivo, que albergam 2.200 alunos, leccionados por 55 professores.
A comuna do Luinga possui quatro postos de saúde e sete enfermeiros, insuficientes para corresponder à demanda dos mais de 25 mil habitantes, residentes numa extensão de 810 quilómetros quadrados.

Sector agro-pecuário

O sector agro-pecuário também acompanha a dinâmica de desenvolvimento da região, através da constituição e criação de várias associações e cooperativas agrícolas, compostas por mais de 200 famílias, que cultivam mandioca, feijão, milho, hortícolas e outros cereais.
Abraão José disse que a região possui um perímetro irrigado com várias centenas de hectares, que no passado permitiu o cultivo em grande escala de arroz, milho e várias espécies de batata. O administrador afirmou que por agora o referido perímetro irrigado se encontra subaproveitado, situação que, em sua opinião, contribui para o fraco desenvolvimento económico da comuna.A fonte informou que em relação à pecuária estão registadas 50 fazendas com três mil cabeças de gado bovino, em seu entender insignificantes.
Abraão José disse que na era colonial havia na localidade 50 mil cabeças de gado bovino.

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