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Consumidores fogem ao pagamento de energia

Manuel Fontoura |

A Direcção Provincial do Kwanza-Norte de Energia e Água, está descontente com o comportamento de muitos consumidores em Ndalatando que se furtam ao pagamento do consumo de luz, elevando para um nível incomportável o valor da dívida para com a Empresa Nacional de Energia (ENE).

Muitos dos consumidores de energia eléctrica em Ndalatando não pagam o que dificulta os trabalhos de manutenção
Fotografia: Rafael Tati

A Direcção Provincial do Kwanza-Norte de Energia e Água, está descontente com o comportamento de muitos consumidores em Ndalatando que se furtam ao pagamento do consumo de luz, elevando para um nível incomportável o valor da dívida para com a Empresa Nacional de Energia (ENE).
O director de Energia e Água, Joaquim Jerónimo, disse que a questão do pagamento dos consumidores tem sido uma dor de cabeça para o sector. “As pessoas não se importam com os pagamentos de energia eléctrica e mesmo quando se efectua um corte, eles voltam a ligar sem o consentimento da Direcção de Energia”, disse.
Joaquim Jerónimo disse que os clientes da periferia da cidade de Ndalatando são os que mais pagam regularmente as suas dívidas de luz, ao contrário dos moradores do casco urbano que na sua maioria não cumprem esse compromisso.
“Desde 2007, altura que foi aprovada a nova tarifa, muitos deixaram de fazer parte da lista de clientes da Direcção de Energia, porque simplesmente não pagam a luz que consomem”, comentou Joaquim Jerónimo. 
Os três mil consumidores de Ndalatando pagam 2.400 kwanzas para as indústrias e 1.250 kwanzas para os consumidores domésticos independentemente do consumo que fazem. “Dos três mil clientes registados, mais da metade não paga regularmente as contas de energia”, informou. Segundo Joaquim Jerónimo, entre Novembro de 2009 e Março de 2010, a Direcção de Energia tinha uma dívida à Empresa Nacional de Energia avaliada em mais de seis milhões de kwanzas.
Este valor segundo disse, foi já liquidado em mais cinco milhões de kwanzas, até finais do passado mês de Junho.A Direcção de Energia exige aos clientes que depositem os valores na conta da empresa para facilitar os pagamentos à Empresa Nacional de Energia. Neste momento, a Direcção de Energia continua a elaborar novos contratos, mas apenas em residências ou estabelecimentos novos.
 O director referiu que, o valor do contrato varia de caso para caso. “Para o domestico, são quatro mil Kwanzas e para as empresas oito mil Kwanzas.
Para aqueles clientes que contraíram dívidas para connosco exigimos um juro de 25 por cento. Por outro lado a situação das puxadas ainda é uma preocupação por parte da direcção visto que tem causado muitos curto-circuito em torno da cidade de Ndalatando e não só.
 A direcção provincial do Kwanza-Norte, de Energia e Água, está a implementar em Ndalatando, um projectos de recuperação da rede eléctrica da cidade com vista a satisfazer as necessidades dos consumidores.

Rede eléctrica em recuperação

Os trabalhos integram a ampliação da rede de distribuição publica e domiciliar.Joaquim Jerónimo, o projecto de expansão da rede pública de Ndalatando esta quase concluída, faltando apenas a rua da escola quem da acesso ao hospital municipal Cazengo, arredores do bairro Catome.Acrescentou ainda que, devido o alargamento de algumas ruas, falta a colocação de outros candeeiros duplos que são instaladas nas divisórias das ruas em substituição dos que já existem e que têm apenas uma lâmpada.
Segundo o director, os trabalhos de fixação do anel energético decorrem sem sobressaltos e actualmente encontram-se no bairro Sassa que depois se unem com a área de Camundai, perto do Estádio dos Dinizes, arredores da cidade, onde estão a ser montadas as bases das torres.
Agora espera-se a colocação dos cabos e de outros acessórios. São instalados nesta fase três Postos de Transformação, sendo um para alimentar os bairros da Estação, Carreira de Tiro e Tala Hadi.Ao terminar a construção do anel, a cidade de Ndalatando fica com 36 Postos de Transformação o que permite atingir uma potência total na ordem dos 15 mil KAV, chegando assim aos 70 ou 80 por cento da carga total de energia que a Empresa Nacional de Energia fornece nesta altura.

Crescimento da rede

Nesta fase, a Empresa Nacional de Energia está com 20 Mega Watts e a Direcção de Energia e Água quer aproveitar o máximo de 15 Mega Watts, deixando o resto para o município do Lucala até ser instalado um sistema de corrente para o consumo da vila.
 Joaquim Jerónimo disse ainda que Ndalatando tem já 24 Postos de Transformação em funcionamento.
O anel total da cidade conta com uma rede de 15 Mega Watts pertencente ao casco urbano, para além de dois PT de 15 mil KVA, dos bairros Kilombo e Camundai, que futuramente vão juntar-se ao anel da cidade.
Para Joaquim Jerónimo, Ndalatando tem transformadores de várias potências e o objectivo principal é instalar em todos PT no máximo até 400 KVA de potência. Nesta altura há transformador de 630 KVA no centro urbano, enquanto na Estação de Tratamento de Água foi instalado um Posto de Transformação de 50 KVA.
“O nosso objectivo é chegar mais próximo do cliente, vamos ter que baixar as cargas e distribuí-las com simplicidade com transformadores no mínimo até 250 KVA, mas neste altura estamos com várias potências distribuídas na cidade, a maior é um de 1.000 KVA no “PT 5” que fica no Bairro Popular.
O mais pequeno encontra-se na Estação de Abastecimento de Água”, disse Joaquim Jerónimo.   Para o director, o objectivo é levar a iluminação pública e domiciliar a todos os bairros.
Actualmente, Ndalatando já tem 250 postos de iluminação, um trabalho que deve continuar devido ao crescimento da cidade.

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