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Cooperativa apoia ex-militares das FAPLA

Marcelo Manuel| Ndalatando

No Kwanza-Norte mais de duas mil famílias de ex-militares das FAPLA estão desde ontem a cultivar nas regiões de Camoma, Saia e zonas ribeirinhas do rio Kwanza, em Cambambe, numa cooperativa proclamada, em Ndalatando, pela Associação Agro-Pecuária das ex-FAPLA (ASCOFA).

Associação tem estado a apoiar os ex-militares que estão ligados à agricultura
Fotografia: Francisco Bernardo

No Kwanza-Norte mais de duas mil famílias de ex-militares das FAPLA estão desde ontem a cultivar nas regiões de Camoma, Saia e zonas ribeirinhas do rio Kwanza, em Cambambe, numa cooperativa proclamada, em Ndalatando, pela Associação Agro-Pecuária das ex-FAPLA (ASCOFA).
De acordo com o delegado provincial da ASCOFA, Botelho Sebastião, a inserção dos camponeses  aconteceu em Ndalatando, durante a proclamação da cooperativa, com a presença de 200 associados, representantes da Agricultura e da União dos Camponeses Angolanos-UNACA.
De acordo com Botelho Sebastião Diogo, a criação da cooperativa visa a reinserção social dos antigos combatentes.
Referiu que a associação pretende criar e organizar perímetros agrícolas em todos os municípios e comunas da região, com vista a criação de excedentes agrícolas, para permitir a reinserção sócio-laboral dos ex-militares das antigas Forças Armas Populares de Libertação de Angola - FAPLA.
Botelho Sebastião reclamou por apoios de toda a sociedade, com o objectivo de materializar os projectos existentes, para solidificar a organização, de formas a reconhecer o esforço prestado pela classe que lutou pelos interesses da nação.
Defende que a organização deve participar na luta contra a fome e a miséria que assola algumas famílias angolanas.
Na sua opinião, a ASCOFA deve participar, activamente, nos sectores agro-pecuário e pescas, comércio, transporte, prestação de serviços, para diminuir o desemprego e garantir a ligação entre o campo e a cidade.
O secretário-geral da administração e finanças da organização, Florindo Gonçalves, esclareceu que os projectos agrícolas da ASCOFA, projectados para o segundo semestre deste ano, contam com um financiamento governamental de três milhões de dólares.
Florindo Gonçalves garantiu que o dinheiro vai permitir melhor a reinserção de 129 mil e 929 associados existentes em todo o país, que estão a participar nos projectos agro-pecuários das províncias de Benguela, Huambo, Kwanza-Sul e Namibe. Disse que a ASCOFA tem realizado um trabalho em parceria com o Ministério da Administração, Emprego e Segurança Social - MAPESS, no sentido de formar os antigos militares das FAPLA em centros de formação de artes e ofícios, com o objectivo de inseri-los no mercado de emprego nas áreas de informática, carpintaria, serralharia, alvenaria, canalização hidráulica, corte e costura, dentre outros.
A ASCOFA é uma organização de carácter filantrópico, cuja vocação objectiva apoiar desmobilizados das ex-FAPLA e suas famílias. No Kwanza-Norte actua principalmente na área da agricultura, onde produtos como a mandioca e hortaliças são os mais cultivados.

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